segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Avisos
Também estou tentando padronizar as postagens nos fins de semana. Pode ser que passe algum em branco, mas se eu não tiver o que falar, faço uns clippings de artigos, coloco uns vídeos, etc.
Percebi que artigo meu mesmo é um ou dois por mês, pfff. E talvez escreva menos ainda.
Então é isso, se eu realmente seguir dessa forma, será melhor acessar o blog no início ou meio da semana, quando já tiver feito todos os posts.
Uma errata e uma observação
Bom, se tornou sui generis com a descoberta de que o pai da garota também era um assassino. Aí já ficou até meio coisa de cinema mesmo.
Mas vou comentar algo que penso que interessa.
Na minha opinião houve uma inversão de atos. Quem deveria doar os órgãos é o cara.
Um assassino como ele nunca vai poder compensar o crime que praticou, mas a única forma de minimizar um pouco seria de através da medicina, salvando a vida de outras pessoas.
Sim, eu penso que bandidos como ele deveriam ser colocados como doadores obrigatórios de órgãos. Não se trata de pena de morte. O cara pode doar um rim, pode doar a medula óssea, uma parte do fígado, pode doar sangue (se este estiver livre de doenças) e continuar vivendo.
É o único meio de um canalha como esse minimizar o ato que fez.
Mas isto é impossível. Estamos no país dos direitos humanos para os bandidos, e nunca para as vítimas. E o avanço da medicina com as células-tronco provavelmente será mais rápido do que o avanço da mentalidade legislativa criminal.
O que teremos então? Um assassino custando mais ou menos mil e duzentos reais por mês aos cofres públicos, financiados com o dinheiro dos pagadores de impostos cumpridores da lei.
Quanto tempo ele ficará preso? Falaram de pena mínima de 20 anos. É pouco, mas talvez fique bem menos que isso.
Mas vamos fazer uma continha: 20 anos vezes 12 meses vezes 1200 reais é igual a 288 mil reais. Isto sem contar os juros, os quebra-quebra na cadeia as queimas de colchões, etc.
É mais ou menos isso que um fdp que além de matar uma menina inocente, ainda vai imputar de custo para a sociedade.
Na China a família dos condenados à morte tem que pagar pela bala que tira a vida do familiar.
Acho que poderíamos começar a pensar em algo do tipo aqui, não digo sobre pena de morte com um tiro, mas de custear a despesa no xilindró mesmo.
sábado, 25 de outubro de 2008
Artigos sobre a crise
Sem querer puxar muito a sardinha, mas o Constantino tem escrito bastante sobre o tema.O Sardenberg é o único que realmente aprova a ajuda de bilhões ao sistema financeiro.
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2008/10/o-erro-de-greenspan.html
http://bdadolfo.blogspot.com/2008/10/uma-aula-de-histria-em-2050.html
http://colunas.g1.com.br/sardenberg/2008/09/29/plano-de-ajuda-nao-passa-um-erro-brutal-nos-eua/#comments
http://www.ocapitalista.com/2008/09/o-remdio-mais-veneno.html
http://www.ordemlivre.org/blog/?p=248
Ron Paul e as crises
Os dois vídeos acima são sobre a crise de 1987 e a atual.
No primeiro vídeo Ron Paul ainda em 1983 aponta as falhas que levariam a uma crise futura e que realmente ocorreu.
No segundo vídeo ele fala sobre a crise atual. Peço desculpas por não encontrar o vídeo de 2005 que ele já falava que a política de juros baixos do FED acarretaria numa crise futura.
Atentem para os comentários (clicando duas vezes aparece a tela do youtube). "Amazing!", "Why isn't Ron Paul President yet?"," I truly admire Ron Paul for his decades of fighting against insanity, while no one wants to listen."...
Bom, Ron Paul é um liberal na nossa acepção da palavra. Nos dois vídeos ele explicita como a política econômica governamental levou a distorções que ocasionariam as crises.
Sobre social-democracia e mais
Então já vai o link, não vou ficar delongando em cima. Quem quiser saber mais que se vire.
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=social+democracia&btnG=Pesquisa+Google&meta=
Mas acho que este dois textos do Constantino também ajudam na questão.
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2006/08/o-mito-sueco.html
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2007/10/o-vale-das-quimeras.html
Este do Demétrio Magnoli também é interessante.
O neoliberalismo não faliu porque não existe....
...Segundo o teorema histórico que emoldura a noção de neoliberalismo, o Estado de Bem-Estar ruiu sob os golpes hayekianos de Ronald Reagan. Mas - surpresa! - os números contam outra história. A "era Reagan" não provocou contração dos gastos sociais, conseguindo apenas estabilizá-los temporariamente. Hoje, eles ultrapassam os 20% do PIB (veja o gráfico no blog http://www.terra.com.br/economia/blog/iconomia/index.htm, de Gilson Schwartz).O Estado de Bem-Estar é um fruto da democracia de massas. O neoliberalismo só poderia existir com a restauração da democracia restrita dos tempos do liberalismo, quando o direito de voto era privilégio de uma minoria. Os filhos de Marx não entendem isso porque hostilizam o princípio democrático, que imaginam representar uma invenção "burguesa"...
http://www.institutomillenium.org/index3.php?on=artigo&in=assunto&artigo_id=1201
Ahn, na verdade ele fala mais sobre a crise atual, mas faz umas assertivas perturbadoras. Estaremos condenados ao Welfare State pelas graças da democracia? O laissez-faire é elitista?
Uhm, acho que seria bom reunir o Reinaldo Azevedo, o Rodrigo Constantino, o Magnoli e o Paulo Guedes para discutir esta questão.
Ah sim, esta entrevista com o Paulo Guedes é muito boa, talvez a melhor fonte.
...Veja – O senhor fala em social-democracia e liberal-democracia. Por que não esquerda e direita, simplesmente?
Guedes – Esquerda e direita são rótulos que ainda subsistem em países atrasados, entre os quais eu incluo o Brasil. Nos desenvolvidos, as duas forças hegemônicas são a social-democracia e a liberal-democracia. O socialismo é uma utopia que se tornou irresistível para os intelectuais, apesar de ser um equívoco intelectual completo...
http://veja.abril.com.br/180106/entrevista.html
Eitcha, o Guedes falou tudo.
Na minha humilde opinião acho que os fundamentos testados e aprovados e que devem ser pontos-pacíficos são a economia de mercado, a propriedade privada e a democracia.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Do blog do RA, volto em seguida
Recebi um comentário assinado por “Roberto Freire”, que, acredito, seja mesmo o presidente nacional do PPS, um partido valente, que, apesar de pequeno, tem a coragem e a decência de fazer oposição a Lula. Não, fazer oposição a Lula não torna ninguém, por si, decente. Mas é sinal de que a legenda não conta com prebendas oficiais para crescer. Acho isso positivo.Tenho respeito por Freire. E muitas divergências também.
Notem que escrevi um “e”, não um “mas”. Respeito e divergência não precisam ser coisas antitéticas. Podem ser coordenadas por um conectivo, como o “e”. Seguem o seu comentário e a minha resposta. Não sendo o Freire político, que sei leitor deste blog, a resposta continua válida.
Prezado Reinaldo,O seu radical antiesquerdismo o leva a cometer graves erros históricos. A esquerda já chegou ao poder centenas ou milhares de vezes pelo mundo afora, e, se você tiver o cuidado de observar, não houve, na grande maioria dos casos, qualquer limitação à imprensa e às liberdades.Um único exemplo pode lhe trazer a realidade: veja o mapa político da Europa Ocidental em qualquer momento da história desde quando, a partir do século XVIII, se inventou o referencial “esquerda x direita” para designar os movimentos e partidos políticos. Lá se verão governos de esquerda convivendo com a plena liberdade. abraços
Roberto Freire Publicar Recusar (Anônimo) 14:58
Caro Roberto Freire,
Começo apontando o acerto do início da sua abordagem. Como efeito, meu “antiesquerdismo” é radical, porquanto vá mesmo à raiz da questão, que — e o senhor o aponta também com propriedade — remete ao século 18, ao período, sabemos todos, da Revolução Francesa. O que restou, daquele tempo, como patrimônio incorporado às conquistas democráticas pertence à pauta da então “direita" da Assembléia. Aquela esquerda nos deu as práticas que resultaram no Terror e na guilhotina tomada como o último argumento do vencedor. De fato, as origens já diziam bem o que viria depois.
Não por acaso, Karl Marx tinha grande apreço pelos jacobinos. Afinal, ele também entendia que não se podia construir o “homem novo” sem alguns assassinatos, não é?Há uma certa confusão, é provável, entre as “esquerdas” de que estamos falando. Entendo que o senhor esteja se referindo aos muitos partidos social-democratas que acabaram se dizendo “socialistas” — aqueles ligados à Segunda Internacional, que jamais buscaram, de modo radical, a ruptura com o capitalismo. Não que o ideário desses partidos me agrade. Mais: os que tentaram ir mais longe na execução do programa partidário, como o primeiro governo Mitterrand, tiveram de recuar, a exemplo do segundo governo Mitterrand. Ademais, é preciso deixar claro que os ditos partidos “socialistas” (na verdade, social-democratas) fizeram governos plenamente identificados com a economia de mercado — e um caso óbvio é o Partido Socialista Operário Espanhol. Convenha, Freire: nem socialista nem operário.
Minha crítica, assim, tem como alvo o socialismo que mais própria e indignamente merece esse título e seus sucedâneos contemporâneos, especialmente na América Latina, onde acabaram se juntando com correntes do nacionalismo mais primitivo e bocó. Temos exemplos flagrantes hoje na América Latina: Venezuela, Equador, Bolívia e, sim, por incrível que pareça, também o Brasil. Por aqui, o PT vai até onde a institucionalidade agüenta, mas é fato que o partido sempre tenta forçar os limites. E, sim, esse partido convive mal com a liberdade de imprensa.Deixo meu abraço a Roberto Freire, sendo ou não esse que me escreve o presidente do PPS.
Agora eu:
Muito honesta a posição do Freire. Na minha opinião ele foi sub-aproveitado na campanha presidencial de 2006. Freire que poderia trazer muitos votos dos desiludidos com o PT para Alckmin. Para mim ele era a esquerda que evoluiu. Mas os estrategistas de Alckmin foram uns idiotas, e Alckmin com o tempo também se mostrou, no mínimo, um inábil político.
Quando falam em esquerda no Brasil, a maior parte (99,9%) rejeita o comunismo, lógico, mas acham bonito a palavra "socialismo". As sociais-democracias européias, o Welfare State, o Estado bem-feitor, são o ideal para os simpatizantes da esquerda.
Acontece que manter um Welfare têm um custo. As sociais-democracias têm sérios problemas de desemprego e de previdência. E social-democracia por social-democracia nossa carta magna já foi apontada como a mais social-democrata do mundo.
Acho que se eu fizer um clipping no próximo fim de semana fica melhor do que escrever aqui. Até lá então.
domingo, 19 de outubro de 2008
Notícia

Observação
Numa pequena cidade do interior, um eletricista matou a mulher e a enterrou de pé. Foi preso, ficou dois ou três anos na cadeia. Está solto. Guilherme de Pádua matou aquela atriz, filha da Glória Perez. Está solto.
Se depender da Justiça, o tal do Lindemberg também será solto em poucos anos.
Como não ia nem escrever sobre o assunto, paro por aqui.
sábado, 18 de outubro de 2008
CQC
Não precisa dizer que o Gentili zuou geral, mas a turma da "direita" foi muito mais de boa. O repórter achou até um comunista declarado, mas que não quis ser entrevistado, que pena. O gordinho fã de Bakunim foi bonzinho, mas o que ele tava fazendo lá? Um anarquista não deveria se misturar com socialistas, Bakunim e Marx se tornaram inimigos ferrenhos.
Se der comento mais em outro post. Aliás, diz que no próximo CQC vão mostrar como os pit-boys da Martaxa agiram com o Gentili. Não foram nada gentis. Eles não aguentam democracia mesmo, gostam de posar de vítimas, mas quando são zuados mostram quem são.
Lançamento do livro do RA:
http://www.band.com.br/cqc/?id=1c5478ee07299c49380241d9f9177cde
Reunião da UNE:
http://www.band.com.br/cqc/?id=381d69c34c50c16e755fab691b2481f2
sábado, 11 de outubro de 2008
ECA. O nome já diz tudo



Sem idade mínima: Luxemburgo
7 anos: Austrália, Irlanda
De onde tirei esta lista? Do blog do Reinaldo Azevedo. De quando? De Abril de 2007, acho que por ocasião da morte do menino João Hélio. Provavelmente ela será repetida mais vezes. Todas em vão.
De um lado há os que dizem que diminuir a idade penal não adianta. O que adianta então? Medidas sócio-educativas, mais carinho, mais amor? Será que faltou carinho para Suzane Richtoffen não matar seus pais?
Há uma degeneração em nossa sociedade. O sistema prisional é falho, sem dúvida, mas isso não pode garantir a inimputabilidade, mesmo parcial, de uma pessoa que já sabe o que é certo e errado, que já pode escolher o mandatário maior do país e que já pode até ser pai (ou mãe) de família.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, faz coro com nossa constituição. É direito pra tudo que é lado. Mas na hora de cobrar os deveres...
Tal qual o menor semi-imputável, temos também o índio semi-imputável. O que na prática pode ser lido como inimputável. E dá-lhe violência nas aldeias do MS. De certo é porque falta terra, e não porque a impunidade é um aval para a criminalidade.
Medidas sócio-educativas podem ajudar? Podem, mas também não resolvem a questão. Fosse assim não haveria crimes em países que teoricamente são exemplos de civilidade, tais quais alguns europeus.
Alguns podem achar que estou em cruzada contra o pensamento comum da Academia Brasileira. De certa forma estou, mas só no que considero que está errado. Boa parte do entulho regressivo que engessa o país é concebido nas Universidades. Pairam por lá idéias que levam a considerar que é a sociedade que faz o criminoso; a culpa é sempre de alguém, menos de quem cometeu a transgressão.
Isto está errado e deve ser combatido. O crime é uma escolha individual e muito bem consciente por quem opta por isso. Condescender com a marginalidade, e, pior ainda, quando esta assume características hediondas, é simplesmente ser conivente com o crime.
Agradecimentos ao sr. Miguel Nagib
Em tempo: "EscolasemPartido.org foi criado para dar visibilidade a um problema gravíssimo que atinge a imensa maioria das escolas e universidades brasileiras: a instrumentalização do conhecimento para fins políticos, ideológicos e partidários."
Recentemente o grupo saiu numa matéria da Veja (20/08/2008), sobre a qualidade de ensino no Brasil. Espero discorrer mais sobre o assunto em breve. O sr. Miguel Nagib e o Escola Sem Partido se confluem exatamente com as razões de eu ter iniciado um blog.
Aliás, já vou colocar o link para os artigos deles. Vai ficar na barra ao lado. Aliás, é uma honra estar ao lado dos autores que estão na mesma seção.
E abaixo os meus que foram publicados lá:
http://www.escolasempartido.org/?id=38,1,article,2,254,sid,1,ch
http://www.escolasempartido.org/?id=38,1,article,2,253,sid,1,ch
http://www.escolasempartido.org/?id=38,1,article,2,252,sid,1,ch
Fica aqui então registrado meus agradecimentos ao sr. Miguel Nagib e meus parabéns ao seu trabalho frente ao Escola Sem Partido.
Dois artigos e um novo link
Fiquei muito contente de encontrar o Fernando Sampaio, o Alma, na blogosfera. Mais contente ainda em saber que ele está morando em Campo Grande. É um morador recente. Bem-vindo Fernando, espero que possamos nos encontrar brevemente.
O blog dele se chama Lumiéres, e como vocês já devem ter lido aqui, ele é colunista da Scot consultoria. O link está ao lado sob o nome de "Blog do Alma".
Em seguida pincei dois artigos muito bons. Um sobre a crise econômica e o antiamericanismo infantil. Outro é sobre algo que pode realmente gerar uma grande crise futura. Boa leitura:
http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2008/10/crise-mental-3-um-texto-esclarecedor.html
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2008/09/previdncia-ponzi.html
Estamos em todas!
Observem o que a mulher fala aos 10 minutos e 49 segundos.
Há mais de uma cidade com este nome, mas acho que o antídoto era um tereré, he he.
LOST in MS
A imagem acima é a capa do último single da banda inglesa Coldplay. É um mapa do centro-oeste, com o nome dos estados e a palavra "Perdido!" (em ingrêis).Eu vi isso na comunidade de Campo Grande no Orkut. A princípio não gostei muito não. Será que os gringos queriam dizer que aqui é um local isolado da civilização, tipo aquela ilha do seriado de TV?Me chamaram de bairrista, reclamão, pois tinha gente que estava achando até uma "homenagem" ao centro-oeste brasileiro.
Homenagem não é, mas também talvez a escolha tenha sido aleatória. E pela letra da música "Lost", realmente traz uma mensagem mais de perdido dentro de si mesmo e não em determinado ponto geográfico.
De qualquer forma vale a frase "se te de derem limões, faça uma limonada"(ou quase isso).
Quanto vale um marketing desse? Eu lembro que uma vez o Zeca do PT pagou 1 milhao, ou 500 mil reais, nao lembro bem, pra uma escola de samba carioca fazer propagando do estado na letra do carnaval. Pff, maior ridículo, levaram o dinheiro e nem mencionaram Mato Grosso do Sul, palhaçada.
Imaginem o alcance desse álbum do Coldplay. É muito maior que qualquer letra de escola de samba.
Atenção secretaria e agências de turismo. Uma campanha de marketing no país da rainha pode render bons dividendos para o estado nesta hora, é só colocar o tico e o teco pra funcionar.
Aliás, nem precisa fazer muita campanha não, é só avisar algumas pessoas da imprensa inglesa que o mapa é de uma região do Brasil. Garanto que vai ter muito gringo interessado em dar um passeio em LOST.
Cuidado!Novo golpe na praça.
Só podia ser quem mandou mesmo. Abaixo um ilustração de um momento em um dos (mesmos) golpes que ele caiu.

sábado, 27 de setembro de 2008
Livros

terça-feira, 23 de setembro de 2008
Diálogo e soluções

Este foi o líder xavante Domingo Mohoro, do Mato Grosso, em reunião com a FAMATO no Mato Grosso. Observamos que os índios não pensam como os antropólogos, que vêem a ampliação de terras como o único meio dos índios prosperarem.
Que o diga o indígena Rodolfo Ricartes, de Amambai, que pediu apoio à produção agrícola na sua aldeia que tem 60% da área improdutiva. Dou os meus parabéns a Ricartes e peço que os produtores de Amambai o apóiem nesse intento e mesmo protejam a vida de Ricartes que foi ameaçado de morte por não compactuar com invasões de terra.
Getúlio Juca de Oliveira, cacique Kaiowá de Dourados reclama que as demarcações têm que ser discutidas entre indígenas, governo e justiça. Concordo com ele e acrescento que os produtores também devem estar juntos.
James Anaya, consultor da ONU, corroborou a legitimidade de propriedade dos produtores rurais da região sul, mas, sobretudo, observou que há falta de diálogo entre as partes. Também concordo com ele.
Os produtores rurais devem fazer um mea culpa. Há quanto tempo morrem índios de suicídio, assassinatos, etc., e pouco ou nada se ouviu da classe rural sobre o assunto. O que acontecia então? Alguns "entendidos" falavam que era falta de terra para os índios. Mentira, não é simplesmente isso. Mas nada de sério se ouvia dos produtores e a falácia prosperava.
A situação se arrastou e teve que se chegar num certo ápice. Em fevereiro índios e representantes pressionaram Márcio Meira, o chefe da Funai, para que se ocorresse demarcações no estado. Foram muitos suicídios em 2007, em fevereiro de 2008 pai e filho se mataram simultaneamente numa comunidade nhandeva que não tinha histórico de suicídios.
O resultado é este impasse que aí está.
Os índios também têm que assumir suas responsabilidades. Não há nenhuma dívida histórica para com eles. O contato entre não-índios e índios no atual Mato Grosso do Sul foi um dos mais pacíficos registrados na história da humanidade. E a vida deles antes deste contato, quando eram de fato silvícolas, não era nenhum mar de rosas como alguns românticos apregoam.
Se hoje usufruem de casas de alvenaria, luz elétrica, água encanada, alimentos empacotados prontos para uso, fogão a gás, geladeiras, roupas, remédios, vacinas e tudo mais proporcionado pela evolução que as sociedades abertas tiveram com o tempo, os índios também têm a capacidade de entrar nela sem perder suas características culturais.
Os índios do norte do país dispõem de muito mais terra. Muitos são ricos, andam de caminhonete importada, pois vendem madeira, exploram garimpo. Os guaranis daqui, por motivos históricos bem definidos, não foram agraciados por isso. Os guaicurus, atuais kadiwéus, por terem lutado na guerra do Paraguai, contam com uma área imensa, mas mesmo assim enfrentam problemas de pobreza.
Já falei em outro artigo que não acredito nas tekohas da forma que pintam. Para mim elas escondem de um lado o ódio que certos grupos têm do agronegócio, e de outro, o desejo dos indígenas em continuarem perto do asfalto, luz elétrica e de todo recurso que há perto de onde moram atualmente.
Não sou contra novas áreas serem concedidas, mas simplesmente isso não resolve a questão. Isso seria um saco sem fundo, com algum tempo os mesmos problemas de pobreza se repetiriam, sem falar no alto custo acarretado.
A título de exemplo, se seguirem os intentos da Funai, no Mato Grosso serão concedidos mais 5 milhões de hectares, totalizando o equivalente à um estado de São Paulo (20% do Mato Grosso já se constitui de reserva indígena) para 25 mil indígenas.Uma anormalidade em qualquer lugar do mundo.
Já que os caciques andam reclamando de serem alvo de preconceito, seria bom que eles mesmos cobrassem os mesmos direitos e deveres, principalmente deveres, de cidadão brasileiro para os indígenas. O paternalismo e a tutela estatal não são benéficos para os índios.
Deixo minha sugestão. Acho que dialogar com as lideranças indígenas seja mais producente que com a Funai, um órgão de burocratas que já vem mostrando ineficiência há tempos.
O governador André Puccinelli e a própria prefeitura de Dourados já proporcionaram melhorias significativas para os indígenas do estado, e penso que em conjunto com representantes indígenas locais e produtores rurais, saberão conduzir a questão com mais coerência e bom senso para se alcançar a almejada paz e tranqüilidade no campo e na cidade.
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Obs: Foto retirada do blog dos jovens indígenas de Dourados
http://www.ajindo.blogspot.com/
sábado, 20 de setembro de 2008
Carta aberta ao sr. Kudlavicz

Venho por meio desta tentar responder algumas assertivas feitas pelo sr. Mieceslau Kudlavicz, em artigo denominado “Existe 8 milhões de hectares improdutivas, pode!”.
O sr. Kudlavicz, no seu artigo, generalizou os produtores de uma maneira simplista e errônea, sem se ater no quão heterogênea é a classe rural. Percebo que ele é adepto de uma ultrapassada visão marxista, onde a luta de classes é a única verdade no mundo.Como tal visão ainda é corriqueira em escolas e universidades, imodestamente creio que meu artigo se faz importante.
Primeiramente o referido autor parece desconhecer o que é um latifúndio, assim como passa a impressão que qualquer proprietário rural se configura como um latifundiário.Latifúndio, sr. Kudlavicz, é uma área superior a 600 módulos rurais. Um módulo rural corresponde a 20 hectares, dessa forma um latifúndio é uma área contínua superior a 12 mil hectares.
Simplesmente é falso que os proprietários rurais do sul do estado sejam latifundiários. A maioria se constitui de pequenos e médios produtores, com alguns grandes e pouquíssimos os que podem ser chamados de latifundiários.
Mas gostaria que o sr. Kudlavicz apontasse qual lei torna criminoso um cidadão que é proprietário de uma grande área rural. Por suas palavras alguém que seja um “latifundiário” não parece ser uma boa pessoa.
Será que devo ter desapreço pelo sr. Samuel Klein, dono da Casas Bahia, por ele ser um “latifundiário”do ramo varejista, mesmo que oferecendo compras facilitadas para as camadas populares da sociedade?
Ainda no seu artigo ele afirma que os produtores declararam que possuem milhões de hectares improdutivos. Isso é verídico? Duvido muito. Ou talvez estejam considerando as áreas de reservas legais, como improdutivas. Se assim for, isto não é por culpa dos produtores, mas por obrigação da legislação federal.
A verdade é que os 26 municípios que as portarias da Funai visam vistoriar respondem por 60,94% da soja, 70,12% do milho safrinha, 53,76% do arroz, 50,94%, feijão, 40,32% da cana-de-açúcar, 38,15% da mandioca e 26,82% do milho de segunda safra que são cultivados em todo Mato Grosso do Sul.
Eu, nas minhas andanças como veterinário, nunca vi uma fazenda improdutiva. Vi sim propriedades que careciam de gestão mais eficiente, mas daí a classificá-las como improdutivas é algo muito diferente.
Aliás, ponho-me à disposição do sr. Kudlavicz para ele me mostrar alguma área improdutiva in loco, não vale no papel.
Eu posso levá-lo à aldeia Panambizinho em Dourados, onde colonos agricultores que produziam grãos foram desalojados para refundação de uma aldeia. Hoje não se produz nada lá, e ainda cestas básicas têm que ser enviadas para os moradores da aldeia.
Quem paga essa conta? É o sr. mesmo, sr. Kudlavicz, assim como eu e todos os pagadores de impostos. A política isolacionista da Funai é perniciosa para os índios e para toda sociedade.
Na verdade não sou contra algumas novas áreas serem concedidas aos guaranis, mas esta desmesuração da Funai é que preocupa. Imaginem, se dar terras continuamente for a solução para os índios, a cada geração, 25 anos em média, teremos que ir dobrando as reservas. É algo de mentalidade mercantilista, a mesma que originou a primeira e segunda guerra mundial.
O sr. Kudlavicz ainda cita 5 milhões de hectares que foram apossados de maneira ilegal. Ora, sr. Kudlavicz, o ônus da prova é de quem acusa. Mostre os locais de grilagem de terras, comprove que eram áreas federais que foram apropriadas indevidamente.
Todos os proprietários rurais cumpridores da lei ficarão satisfeitos com isso, boa parte são herdeiros dos pioneiros que vieram garantir a soberania nacional no estado há mais de 100 anos atrás, outros tantos venderam suas pequenas propriedades em outros estados e aqui vieram para trabalhar e produzir e não para serem tratados como marginais.
Agora se o sr. não puder provar, saiba que está praticando nada mais do que calúnia e difamação. Sobretudo por querer generalizar uma classe inteira por eventuais maus integrantes dela.
Ainda aponta que há um excesso de terras registradas em cartório. Tratam-se de papéis com os quais golpistas tentam vender as mesmas terras para mais de um comprador. Felizmente esse crime, que ainda é cometido no norte do país, está raro por aqui. Geralmente ocorre mais em áreas recém-colonizadas, que ainda estão sendo desbravadas. E a vítima, no caso, é um produtor de boa-fé, e não a sociedade.
Citou-se também o tal trabalho escravo em usinas. Eu sou a favor da fiscalização trabalhista, mas convém separar o joio do trigo. O tal trabalho escravo, indígena ou não, que volta e meia apregoam encontrar no estado, são simplesmente trabalhadores sem carteira assinada ou contrato temporário oficializado. Mas se for assim, quase metade da mão-de-obra do país é escrava.
E há sim, sr Kudlavicz, estudos antropológicos fajutos. Por favor, procure o 2° ofício de notas da cidade de Amambai, no livro 85, páginas 58 e 59 (cópias digitalizadas circulam na Internet). Lá o indígena Adair Sanches declara como alguns ditos antropólogos realizavam vistorias e entrevistas com indígenas locais para pleitear demarcações. Picaretagem pura.
A constituição brasileira, sr Kudlavicz, reza que os índios têm garantias de propriedade sobre as terras que ocupavam por ocasião da homologação da Carta Magna, ou seja, em 1988, e não de épocas imemoriais.
Agora se o sr. interpreta de outra forma, pode dar o exemplo e desocupar esta terra que no passado era chamada de Pindorama pelos nativos, e voltar para o leste europeu procurar sua tekoha.
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Aqui está o artigo citado:
http://www.campogrande.news.com.br/canais/debates/view.php?id=4112
Além de ineficaz, um absurdo jurídico
Cícero Alves da Costa
O legislador constitucional estabeleceu prazo de cinco anos a partir da promulgação da Carta Magna (5 de outubro de 1988) para que as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, no Brasil, fossem demarcadas por seu proprietário, ou seja, a União Federal. Aliás, as expressões terras indígenas ou terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são sinônimas e identificam as terras da União que são ocupadas ou habitadas presente e permanentemente pelos indígenas.
A conceituação jurídica está estampada no inciso I do artigo 231 da Constituição federal, nos seguintes termos: "São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições."As terras indígenas, note-se bem, são identificadas pela somatória de quatro elementos: habitação, utilização, imprescindibilidade e necessidade.
Logo, as terras desabitadas ou não ocupadas por índios não são utilizadas, não são imprescindíveis, muito menos são necessárias. Na ausência de um só desses elementos, a terra jamais será indígena. Por isso a posse indígena exige a habitação ou a ocupação dos índios, presente e permanente. É por isso que a posse indígena está regulamentada na Constituição, e não no Código Civil.Já as terras particulares ou privadas são identificadas pelo domínio particular, isto é, pelo simples registro ou matrícula imobiliária.
A posse civil não exige a habitação ou ocupação presente e permanente do possuidor. As diferenças mostram que as terras indígenas jamais se confundem com as terras particulares.Esses esclarecimentos são necessários, pois fazem entender o motivo que leva a Fundação Nacional do Índio (Funai) a demarcar terras particulares.
Tudo começa no desvio de finalidade do Decreto 1.775/96, o qual constitui norma programática que regulamenta, orienta e legitima o procedimento demarcatório de terras públicas indígenas da União. Esse decreto não se presta a demarcar terras particulares. A Funai, todavia, o utiliza e promove processo administrativo que demarca tanto terras públicas indígenas da União quanto terras particulares. E o Ministério Público Federal apóia esse modus operandi.O uso do decreto para demarcar terras públicas indígenas da União constitui instrumento legítimo e constitucional. Não o é, contudo, para demarcar terras particulares.
O procedimento demarcatório de terras indígenas para demarcar terras particulares não tem previsão na lei. O ato causa lesão grave e dano de difícil e incerta reparação ao proprietário de terras particulares. Afronta a segurança jurídica. Causa danos ao Estado de Direito.No Estado de Mato Grosso do Sul (MS) são inúmeras as terras particulares que estão sendo demarcadas como terras indígenas. Esse "método" é danoso aos direitos e garantias fundamentais. E virou moda em todo o Brasil.
Antropologicamente, a Funai estuda as terras particulares como terras indígenas da União. No final do estudo, o órgão federal de assistência ao índio elabora um relatório antropológico em que identifica, delimita e declara a ocupação indígena em terras particulares. A ocupação indígena declarada se fundamenta na posse indígena pretérita. Logo, as terras identificadas e delimitadas não são indígenas. São terras particulares.
A ocupação indígena pretérita declarada unilateralmente, e não a ocupação indígena presente exigida pela Constituição, transforma terras particulares em terras indígenas.Esse é o "detalhe" que ninguém vislumbra. Ninguém enxerga. Nem mesmo o Poder Judiciário federal. A ocupação indígena pretérita dá aparência de legalidade ao processo demarcatório contra terras particulares. Ninguém se dá conta da ilegalidade!
O Poder Judiciário federal de primeira e segunda instâncias tem dito sistematicamente que o ato é meramente declaratório. O que não é verdadeiro. O ato declaratório é constitutivo de direito. A União torna-se proprietária das terras particulares que o órgão federal de assistência ao índio declara de ocupação indígena e demarca como terras indígenas.
Definitivamente, quando a Funai declara a ocupação tradicional de índios em terras particulares, e o que é pior, baseado em conceito antropológico de posse indígena imemorial, pretérita e temporária, e não no conceito constitucional da posse indígena presente e permanente, o resultado é desastroso. Típico caso de confisco de terras particulares.
A reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, constitui o exemplo clássico atual. Panambi (MS), o exemplo clássico passado.Sem ordem judicial a Funai não tem competência sequer para estudar terras particulares, quanto mais declará-las terras de ocupação indígena. A ilegalidade salta aos olhos.
Só o Poder Judiciário tem competência para transformar terras particulares em terras públicas indígenas. Jamais o presidente da República, por decreto. O processo de demarcação de terras indígenas contra terras particulares não constitui o devido processo legal. Não há norma que legitime o procedimento demarcatório de terras indígenas contra terras particulares.
Bem por isso o assunto aqui tratado pode ser resolvido por meio das seguintes assertivas: o órgão federal de assistência ao índio não pode demarcar terras das quais nem ele nem a União são proprietários; a demarcação de terras indígenas contra terras particulares constitui modo ilegal de aquisição da propriedade imóvel particular pela União.
Por isso, o órgão federal de assistência ao índio é parte manifestamente ilegítima para demarcar terras particulares.
Cícero Alves da Costa é advogado em Dourados (MS). E-mail: advocaciacosta@terra.com.br
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080919/not_imp244540,0.php
sábado, 13 de setembro de 2008
Produzir mais?
Por : Fernando Sampaio, (comento em post abaixo)Antecipando a catarse
É, o Alma, apelido do autor do texto, segundo o próprio, também lê o Reinaldo Azevedo. Ele que traz esta informação de 0,7% de Raposa Serra do Sol ser de arrozeiros.
Será que o Alma já leu algum texto meu no Correio? O cara anda na cidade pelo jeito, bateu uma foto de uns outdoors da via parque.
Mas é bacana que ele escreva na scot consultoria, o enfoque na área de produção rural era essencialmente técnico até há pouco tempo atrás, somente o Xico Graziano se destacava mais em escrever coisas que abrangiam a sociedade, etc.
Bom, o texto procede e mostra um paradoxo, mas esconde outro. O problema indígena já se arrasta por um bom tempo e façamos um mea culpa também com a responsabilidade do setor rural.
Há quanto tempo se morrem índios de suicídio, assassinatos, etc e pouco se ouviu da classe rural sobre o assunto. O que acontecia então? Os "entendidos" falavam que era falta de terra para os índios. Mentira, não é simplesmente isso.
Mas a falácia prosperava. Porque nenhum representante rural ou político tomava à frente e contradizia a FUNAI, Cimi e outros?
O que aconteceu então?
A situação se arrastou e teve que se chegar num certo ápice. Em fevereiro índios e representantes pressionaram Márcio Meira para que se ocorresse demarcações no estado, foram muitos suicídios em 2007, em fevereiro de 2008 pai e filho se mataram simultaneamente numa comunidade nhandeva que não tinha histórico de suicídios.
Só pra lembrar, eu escrevi "Índios: morte anunciada" nos primeiros posts deste blog, há mais de um ano.
A mensagem é essa, há mais falácias e inimigos, os produtores têm que sair para o debate ou ficarão eternamente em posição defensiva.
As opiniões do Alma, assim como praticamente de todos do setor rural estão corretas, mas já deveriam ter sido proferidas há muito tempo.
Eu tenho a felicidade (ou consciência tranquila) de ter feito isto.
Fim de semana punk rock

domingo, 7 de setembro de 2008
As sugestoes de Helio Coelho e meus comentarios
Pequeno aparte: já antevejo o comentário do lado de lá "Ó, Hélio Coelho, aquele latifundiário! Claro que ele vai ser contra as demarcações."
Primeiro tenho que sugerir a leitura da biografia do seu pai Laucídio Coelho; segundo que o dr. Hélio Coelho é responsável por um rebanho de gado de alta qualidade genética que ao produzir mais carne em menos tempo, presta relevantes serviços para os...pobres! Sim, a melhoria genética facilita o acesso à proteína da carne.
E terceira que querer desqualificar o argumentador pela sua classe social e não pelos argumentos é um ardil típico dos comunas. Leiam "A falácia do polilogismo" de Rodrigo Constantino.
Também seria o mesmo que eu desqualificar a fala de Bill Gates que é um dos homens mais ricos do mundo e, voilá, para os petistas, seria o mesmo que desqualificar a fala do vice-presidente da República, que apóia o Lulla, por ele ser um rico industrial.
E por último: o dr. Hélio Coelho não é simplesmente contra as demarcações. Ele é contra a política indigenista, que não melhora a vida do índio e ainda piora as condições da sociedade como um todo.
Hélio Coelho foi propositivo e pró-ativo e não reacionário, como são os do outro lado.
Volto.
O ideal seria escrever uma pequena coletânea dos argumentos que os pró-demarcações se utilizam, e mostrá-los que são de fato interpretações errôneas.
Mas por enquanto deixo estes textos abaixo que são ótimos.
E só pra informar quem é de fora como está a situação no MS:
O presidente da FUNAI que viria no estado no dia 4 de setembro, adiou a reunião para o dia 15.
Houve garnde mobilização em Dourados no sábado, contra as atuais demarcações. Olhem que legal:
"Os 26 municípios respondem por 60,94% da soja, 70,12% do milho safrinha, 53,76% do arroz, 50,94%, feijão, 40,32% da cana-de-açúcar, 38,15% da mandioca e 26,82% do milho de segunda safra são cultivados em todo Mato Grosso do Sul"
http://www.progresso.com.br/not_view.php?caderno=17
É isso que a FUNAI quer destruir, para em seguida ficar dando cestas básicas para os índios, adivinhem com o dinheiro de quem?
PS: Por favor, assistam o programa "Da porteira pra fora", que estão nos dois links abaixo. Tem umas partes até engraçadas e que podem ser melhor explicadas, mas no geral as idéias estão todas corretas. Atentem quando falam sobre o "dono da balsa não gosta que construam pontes", e descubram o que significa.
http://www.correadacosta.com.br/registro.aspx?cod=169&tipo=Editorial
http://www.correadacosta.com.br/registro.aspx?cod=170&tipo=Editorial
Parabéns Dr. Hélio!
Integração do Índio a Cidadania Nacional
Por: Hélio Coelho, produtor rural de MS
Considerando os resultados modestos – que os órgãos governamentais vêm obtendo na melhoria de vida nas reservas indígenas, e a ameaça de demarcar de mais reservas, sugiro trabalharmos a favor a mudança da política indigenista atual voltando ao ideário do Marechal Rondon para a Integração do Indígena a Comunidade Nacional.
O assunto é complexo, menciono algumas medidas, como contribuição para achar o caminho adequado:
1– Educação básica e educação técnica em escolas localizadas nas vilas e povoados e cidades próximas às aldeias e reservas.
2 – Treinamento para o trabalho, iniciando pela colocação dos indigenista nas 200 escolas técnicas que o Presidente Lula mandou instalar. Recolher os indígenas nos variados programas existentes.
3 – Montar serviço de colocação de indígenas em empregos nas industrias, fazendas, comercio, etc.
4 – Um ponto é capital: O indígena deve freqüentar essas fontes de aprendizado junto com os outros brasileiros: brancos, negros, amarelos ou outros. Do convívio surgirão às oportunidades de convivência racial que é um facilitador da Integração do Indígena.
Nós cidadãos de outras cores não temos nada contra os Índios. O que pleiteamos é a introdução deles agora confinados em reservas no resto da comunidade como brasileiros que são.
5 – Rever a legislação para levar esses brasileiros a alcançar os mesmos direitos e obrigações como o restante dos cidadãos.
6 – Um exame dos resultados da atividade do governo mostra claramente que eles são nulos em relação à melhoria de vida dos Indígenas. Pelo contrario estão criando um circulo vicioso perverso: reserva, mais terra, isolamento das populações que passam a ser atendidas com bolsas alimentação, cuidados médicos, algumas escolas, etc. As cestas alimentícias freqüentemente viram aguardente.
Não se observam atividades produtivas significantes nas reservas indígenas: Consomem muito álcool, cometem suicídios, fabricam crianças nas mulheres adolescentes, arrendam as terras para terceiros, etc.
7– Evidentemente, grandes dificuldades são encontradas para melhorar a vida dos silvícolas. Sucessivos governos, grandes dispêndios e muita terra para reservas.
A Política de preservar a cultura indígena, com medidas que levam ao isolamento das respectivas populações já vem sendo aplicada por de 30 anos.
É um longo tempo. É hora de reestudar o problema e mudar se possível.
http://www.srcg.com.br/noticias.php?id=3027
Leituras e links
"...pessoas que pensam entender profundamente a cultura indígena, porém que nunca caçaram, que nunca plantaram, que nunca cozinharam com lenha, que nunca andaram nús – desconhecem as leis selvagens de sobrevivência."
http://www.srcg.com.br/noticias.php?id=3033
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O Brasil nunca pertenceu aos índios
Por Sandra Cavalcanti
(...)
Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. (...) Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos(...)
Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até cobram pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar.
(...)
http://www.srcg.com.br/noticias.php?id=3032
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Você já foi a Roraima?
por Maria Lucia Victor Barbosa
(...)
No Brasil não havia as civilizações adiantadas dos Astecas, dos Maias, dos Incas e nossos índios se encontravam no nível pré-histórico. Hoje devem restar poucas tribos em estado primitivo, mas, mesmo assim, parece haver um propósito da parte do governo Lula de exaltar o mito do “bom selvagem”.
De novo a velha tática de dividir para governar que joga negros contra brancos, pobres contra ricos e agora índios contra “não-índios”, termo que é mais uma pérola da língua petês.
Muito a propósito, um amigo virtual, Gilberto, de Curitiba, me perguntou: “Você já foi a Roraima”? Disse-lhe que não e ele seguiu pelo e-mail dizendo:“Eu já fui, na década de 70, quando esses arrozeiros estavam desbravando aquela região sem estradas, sem médicos, sem comunicações”.
“Sobrevoei a região até a fronteira da Venezuela”. “Dava medo”. “Estávamos em um monomotor e eu sabia que se tivéssemos uma pane, desceríamos em um ermo onde ninguém nos acharia antes de sermos comidos pelas feras ou pelos mosquitos”.
“Foi ali que os arrozeiros se estabeleceram. Pacificamente, sem matar um só índio, até porque sobra terra para pouco índio (menos de um por quilômetro quadrado).“
Esse pioneiros, se fossem do MST, teriam toda proteção do governo petista porque seriam sem-terra ocupando uma área abandonada, de acordo com o direito de posse garantido pela Constituição”.
“Mas eles não são do MST”. “Não vivem sustentados pelas bolsas-esmolas nem comem o que lhes é enviado pelo governo em cestas básicas”.
“Os arrozeiros prosperam com seu trabalho e sua coragem, o que é um crime aos olhos da esquerda”.
“Então, devem ser expulsos para em seu lugar virem os índios que nada farão com aquela terra, exceto vender seus recursos para quadrilhas de brancos e comprar caminhonetes importadas, como tem acontecido em todas as reservas indígenas”.
“Outro dia assisti a um documentário sobre esse caso e achei muito emblemática uma passagem: depois de um monte de asneiras de antropólogos sobre a preservação da ‘cultura indígena’, o documentário passou a mostrar um bando de índios entrando num barco a motor e se embrenhado pela floresta para caçar macacos”.
“Sim, matar macacos para comer faz parte da ‘cultura indígena”.
“Mas como aqueles índios caçaram”? “Caçaram com espingardas modernas que não davam a mínima chance aos nossos pobres primos arborícolas”. “Ao final, voltaram no mesmo barco a motor e, chegando à maloca, o chefe do bando disse: ‘agora, de acordo com nossa cultura, vamos fazer sopa de macaco”.
“Que lindo, é preciso preservar isso, uma atividade tipicamente indígena, herdada de ancestrais milenares: barco a motor e caça com espingarda”.
“Agora imagine se os luminares do PT resolverem restaurar as culturas indígenas destruídas pelo branco no Brasil?” “Uma das primeiras coisas que retornará será o canibalismo praticado pelos tupinambás.
E se os mexicanos, seguindo o exemplo, resolverem restaurar a antiga cultura asteca, haja coração, no sentido mais lato da expressão”.
Será, pergunto, que os petistas sonham em restaurar o comunismo tribal em pleno século 21? Duvido, eles adoram as delícias do capitalismo. E os índios também.
http://www.diegocasagrande.com.br/index.php?flavor=lerArtigo&id=908
domingo, 31 de agosto de 2008
O imbróglio indígena

Alguns exemplos? Em Raposa Serra do Sol noticiou-se que ocorre exploração de garimpo pelos indígenas locais. Aí a FUNAI nada faz. Errado, deveria legalizar a situação. E quando os índios cogitaram de promover o ecoturismo na região, o que poderia gerar renda e um desenvolvimento sustentável, lá vem a FUNAI dizendo que não pode.
Em Amambai, o indígena Rodolfo Ricartes foi perseguido e ameaçado por outros indígenas cujo líder se chama Italiano Vasques e é apoiado pela FUNAI. Ricartes queria receber apoio para o plantio e agricultura familiar, haja visto que mais de 60% da área da reserva é improdutiva, e não promover invasões ou demarcações conflituosas, como preferem os partidários de Italiano Vasques.
O CIMI nutre devaneios socialistas. Lógico que tudo camuflado por um verniz humanista. Os índios são suas cobaias para o “Um outro mundo é possível.”, um lema sob o qual pereceram milhões de vidas no decorrer do século 20. Atentem para o CIMI, cegados por ideologia enganosa, talvez nem eles saibam que prestam um desserviço aos índios ao estimular conflitos, e não acordos.
O CIMI e outras entidades falam das tais tekohas, as terras sagradas indígenas, habitadas por seus ancestrais. Podem querer usar isso como motivo para não serem realocados em outros lugares.
Eu não acredito nas tekohas, não da forma que pintam. Além do fator do nomadismo, onde não há um local certo de fixação e vivência - que em minha opinião mina este sentimento de “terra sagrada” - ouvi relatos de tribos guaranis que abandonavam nas matas as pessoas de muita idade e que representavam um peso para a sobrevivência da tribo.
Pergunto: onde estava a consideração para com seus ancestrais nessa hora?
E não me venham antropólogos ou românticos dizer que isso é algo fora de cogitação. Algumas tribos brasileiras praticam infanticídio até hoje com crianças que julgam que não vão se desenvolver bem. Porque não abandonariam também as pessoas de idade e sem condições de sobrevivência própria?
As tekohas na verdade escondem o ódio ao que o CIMI considera de pior no mundo: o agronegócio, com a alta produtividade rural. Talvez devêssemos voltar ao tempo das cavernas para agradar aos tais “progressistas”. Como disse o jornalista Reinaldo Azevedo, se dependesse dessa linha de pensamento a fome já teria matado uns três quartos da população mundial.
Em Dourados, reclamam da violência nas aldeias. Mas é claro, com uma legislação como a nossa, como poderia ser diferente? O índio é considerado semi-imputável pela lei. Ele pode matar, estuprar, roubar, cometer os mais variados delitos que dificilmente responde por seus crimes. É uma excrescência que está na nossa carta magna. Os maus elementos achacam os indígenas de boa índole e fica tudo por isso mesmo. Senhores legisladores, está na hora de se rever nossas leis.
Aliás, dizem que os índios foram confinados, que estão em campos de concentração. Comparação estapafúrdia. Os índios podem entrar e sair à vontade das aldeias para qualquer lugar do território brasileiro, só aí já se configura ausência de confinamento.
Contudo um branco não pode entrar nas aldeias sem autorização legal. Com 13% do território nacional de posse indígena e com uma população muito menor do que a branca, paradoxalmente os brancos estão muito mais confinados do que os índios.
Há escolas, postos de saúde, assistência social nas aldeias, mas não há posto de polícia. Há algo de muito errado nisso. Estão concedendo todos os direitos de cidadãos aos índios, mas sem cobrar os deveres, e isto está sendo negativo para os próprios indígenas.
Quanto ao mercado de trabalho que falei, ele já não é naturalmente fácil de adentrar, ainda mais quando falta qualificação e sobra preconceito na sociedade. Enquanto não se derem os mesmos direitos e deveres, com as mesmas oportunidades para índios e brancos, a situação não melhorará. Aliás, num país miscigenado como o nosso, fazer esta distinção entre brancos e índios, para mim soa ridícula.
Espero que a reunião do governador André Puccinelli, com o chefe da FUNAI, Márcio Meira, seja producente.Novas áreas para os índios podem ajudar, sem dúvida, mas não é a solução definitiva. Nossa política indigenista, como disse o general Augusto Heleno, está equivocada, e é dever dos representantes do Poder Legislativo propor soluções concretas nesse momento.
Os índios não devem ser mais massa de manobra para políticas populistas ou simplesmente assistencialistas, interessadas em votos e recursos estatais. Devem ser considerados indivíduos livres e responsáveis, mas para isso as condições necessárias devem ser proporcionadas.
Aí então os indígenas poderão entoar: “...Openhara joo raminguá/Jyvá mbaraete py rogueru...”
Que assim seja.
sábado, 30 de agosto de 2008
Diversos
"Nas duas Casas legislativas a maioria a favor foi esmagadora, opondo-se à mudança um grupo de retrógrados, sempre se auto-intitulando progressistas e defensores dos interesses populares. Faltava-lhes visão de futuro e a percepção de que as novas tecnologias e o dinamismo competitivo entre as empresas, sob supervisão do Estado, garantiriam amplo acesso da população aos meios de comunicação e o barateamento dos serviços."
A resposta, aqui:
http://www.campogrande.news.com.br/canais/debates/view.php?id=4075
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Radar da mídia:
O que acontece com o jornal O Estado do MS?
Um amigo que trabalha lá falou que o pessoal é meio "direitista", mas os artigos que publicam, pelamor, Leonardo Boff, o lobo em pele de cordeiro é colunista semanal, teve uma mulher que só escreveu pérolas de caricatismo e hoje saiu um artigo gigante do Celso Lungaretti, outro comuna caricato que já tretou até com o Olavo de Carvalho (não que eu seja muito fã deste último também).
Estado do MS, o que aconteces com tú?
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Rapa nui

Quando o holandês Jacob Roggerseen chegou à ilha em 1722, encontrou enormes faces esculpidas em pedras em cima de montanhas, mas sem que nenhum dos poucos habitantes da ilha definisse com acurácia quem fez e por qual razão tais obras lá estavam.
O filme traz uma história de disputa de poder entre os clãs das tribos, através de competições, e que de certa forma cegaram seus habitantes para o iminente colapso dos recursos naturais da ilha, em especial da madeira usada para confecção de barcos e transporte dos moai, as enormes estátuas de pedra. Os moradores de Páscoa, também chamados de Rapa Nui, sucumbiram perante a fome e a escassez de recursos.
Dito isto, novamente trago à baila nossa questão indígena, com as pretensas demarcações da FUNAI.
Há uma assertiva, exclamada por alguns, que o índio possuía um modo de vida que estava em equilíbrio com a natureza, que usufruía dela sem destruí-la. Ledo engano, pura romantização para com nossos bons ex-silvícolas.
Como muito corretamente notou o Sr. José Ito de Souza em recente artigo denominado “Aldeamentos extintos”, o extrativismo que é a base do antigo modo de vida indígena, não é auto-sustentável. A fome mais cedo ou mais tarde aparecia, após não encontrarem mais caça à disposição, e isso gerava o deslocamento da tribo. Por isso eram nômades.
Notamos então que o modo de vida clássico dos índios, não tinha nada de ecológico (a não ser que se considere o esgotamento dos recursos à sua volta como ecológico) ou de perfeito. A fome era sempre um espectro a rondá-los. A agricultura de subsistência que praticavam não era suficiente para suprir toda tribo.
Não havia imprensa naquela época para noticiar qual a taxa de mortalidade dos indígenas, mas com certeza não devia ser baixa.
No tocante à ilha de Páscoa percebemos que não houve interferência do homem branco. Não houveram produtores rurais, anseios capitalistas, busca por sustento e prosperidade através da produção rural, nada.
Os habitantes da ilha de Páscoa, muito provavelmente, pereceram pelo seu próprio modo de vida e que muito devia se assemelhar com o sistema dos antigos indígenas brasileiros.
Já nossos produtores, aliás, do mundo inteiro, importam nutrientes via fertilizantes a cada safra, para o solo não exaurir. Criam bovinos, suínos e aves com esmero e não caçam seus animais na natureza. Florestas foram derrubadas, mas florestas estão sendo plantadas. A famigerada monocultura é responsável pela produção em escala, barateando e tornando mais acessível a alimentação e o produto rural.
Enfim, já há muito tempo que a produção agropecuária que usamos é responsável por alimentar um mundo de população exponencialmente crescente.
Alguém pode dizer que ao delimitarem os índios em reservas, ocorreu que os fecharam em ilhas, tal qual a do filme Rapa Nui, e que o branco foi o causador da aceleração da derrocada indígena.
Eu considero o contrário. Se nossa sociedade representa algo para os índios não deve ser o mar do Pacífico, no qual se encontra a ilha de Páscoa, mas deve representar sim um mar de oportunidades.
Mais cedo ou mais tarde, durante seu desenvolvimento, os índios teriam um colapso populacional ou algo do gênero, mesmo sem a chegada do homem branco. Em minha opinião, mesmo com muitos percalços, o contato do índio com o branco representou uma economia de algumas centenas de anos de evolução tecnológica para o primeiro e com todos os inegáveis benefícios que isto acarreta.
Quanto aos habitantes remanescentes da ilha de Páscoa, alguns visitantes foram gentis, outros deixaram as marcas dos piores defeitos da raça humana. Piratas peruanos capturaram os Rapa Nui para trabalho escravo nas ilhotas de guano. Tal fato nem de perto aconteceu no Mato Grosso do Sul. O contato entre brancos e índios que houve aqui, é um dos mais pacíficos registrados na história da humanidade.
Importante ressaltar que o tal trabalho escravo, indígena ou não, que volta e meia apregoam encontrar no estado, são simplesmente trabalhadores indígenas sem carteira assinada ou contrato temporário oficializado. Mas se for assim, quase metade da mão-de-obra do país é escrava.
Falei que devíamos ser um mar de oportunidades para os índios. Não somos. Para isso a política indigenista deve mudar, assim como os próprios índios devem assumir suas responsabilidades.
A simples ampliação de terras é um círculo vicioso e um saco sem fundo. Com o tempo os mesmos problemas de fome e pobreza dos indígenas se repetiriam.
Ao invés de se tentar voltar para um passado que inexoravelmente não é mais possível, seria muito mais producente que empenhássemos esforços numa integração harmoniosa do índio na sociedade brasileira.
A se seguir os intentos da FUNAI, sugiro que se antecipem e esculpam faces de pedra no sul do estado. Para índios e para brancos.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Um ano de blog!
