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sexta-feira, 2 de abril de 2010

La isla presidencial

Esta série vale a pena assistir. Peguei do Kibeloco. Atentem para ótima performance de Lulla. Pena que o dublador castellano não deu ênfase no sotaque do nosso presidente "compânhero".

sábado, 20 de março de 2010

Lula: amigo de ditadores assassinos


Cuba é uma ditadura comunista. Fidel Castro é um ditador comunista. Isto não se discute. É fato. Os cubanos trocaram uma ditadura ruim (a de Fulgêncio Batista) por outra bem pior. Por 50 anos no governo, el comandante passou o poder para seu irmão somente por motivos de saúde, como se a ilha fosse uma propriedade particular da família Castro.

Dada a atmosfera dos anos 50 e 60, a revolução cubana tomou ares chiques e progressistas, como se lá estivesse sendo lançada uma nova diretriz para a América Latina que, segundo as teorias terceiro-mundistas, era subdesenvolvida pelo dito “imperialismo” de outras nações, em especial dos EUA.

O tempo se encarregou de demonstrar que tudo não passou de ilusão. Cuba é a penúltima economia do continente, e não pelo tal embargo americano, afinal ganhou gorda mesada da URSS enquanto esta se manteve de pé.

Alguém deveria acusar o Japão de também ter sofrido embargo econômico da China e URSS nos anos da Guerra Fria, mas a ilha oriental nunca se preocupou com isto, apenas trabalhou para produzir bens de consumo demandados, o cerne do capitalismo, tornando-se a segunda economia mundial.

O Muro de Berlim caiu e o que se falava de positivo dos países da cortina-de-ferro mostrou-se propaganda enganosa. Assim é Cuba. A Educação na verdade trata-se de doutrinação ideológica, que apenas faz uma lavagem cerebral nos alunos em nome de uma “consciência revolucionária”. A Saúde então nem se fala, tanto que quando Fidel necessitou de maiores cuidados apelou para médicos espanhóis. Investe-se no esporte apenas como meio de propaganda do regime, como todo país comunista sempre fez.

O que acho interessante de tudo isso é que Lula não é um esquerdista nato. Moldado no sindicalismo, ele é mais chegado a um entendimento de ambos os lados do que a um confronto, sobretudo ideológico. Porque então tentar tapar o sol com a peneira desqualificando as críticas à Cuba?

Afinal, de múmias como Marco Aurélio Garcia pode-se entender que ainda tenham seus devaneios da juventude intactos no seu obsoletismo ideológico, mas Lula deveria poupar seus malabarismos verborrágicos para defender a ditadura castrista.

Logo que a URSS entrou em colapso, Fidel Castro estendeu sua xícarazinha pedindo esmolas em países da América Latina. Para isso ele congregou a esquerda do continente numa reunião chamada Foro de São Paulo, ao lado do PT em 1990. O maior fruto disso talvez seja Hugo Chávez que hoje é fiel colaborador econômico de Cuba.

Contudo, Lula só se elegeu quando deixou de lado o discurso de luta de classes, tão caro a Fidel et caterva, tanto que escolheu um rico industrial para ser seu vice. De forma que não vejo motivos para algum tipo de agradecimento de Lula a Fidel.

No fim penso que apenas o ímpeto de agradar a gregos e troianos é que pode levar Lula a esta visita a Cuba. Afinal, a antiga ala mais radical do PT ainda vive com a cabeça nos anos 60.

Mas não é tirando fotos e gargalhando ao lado de déspotas que Lula ganha ares de estadista, pelo contrário. Ao fazer isto apenas endossa seu desapreço pela democracia e pelos verdadeiros direitos humanos, atestando que o PT tem sim um DNA totalitário e que não evoluiu, mas apenas se adaptou para chegar ao poder.
* Artigo publicado pelo jornal Correio do Estado em 17/03/10

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mancada flamenguista

Não mudei a cor do meu blog pelo hexacampeonato do mengão, pura falta de vontade, ainda bem. 17 longos anos depois do título de 92, fomos campeões. Comecei a torcer para o Flamengo involuntariamente, pelo desempenho do time de fins da década de 70 e início da década de 80. A primeira frase, vamos dizer assim, que proferi foi "Goool do Zico!"

Eu deveria ter ficado mais contente com o título, como flamenguista que sou, mas futebol, convenhamos é apenas um esporte e nada mais.

Para minha surpresa, não tão inesperada assim, eis que surge Lulla tentando faturar em cima do título do Flamengo, o time com a maior torcida do Brasil.

Lulla, está no papel de Lulla. Oportunista, safado, mas e o Flamengo precisava pagar este mico? Querem refazer o patrocínio que tinham da PeTrobrás?

Um time que se fosse bem gerido poderia ser o Real Madri brasileiro, com caixa altamente positivo, mas que está atolado em dívidas.

Triste porém verdadeiro. E do Flamengo mesmo, mantenho o respeito pela geração de Zico e companhia. Futebol é um esporte e nada mais.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Honduras, o menino do MEP da democracia









Acompanhar a política nacional e internacional é mais interessante que assistir qualquer filme de Hollywood ou novela da Globo. Vejam só. É sabido que as esquerdas bolivarianas nutrem desprezo pela democracia representativa e que a estratégia para se perpetuar no poder tem se dado por meio de plebiscitos precedidos de altas doses de assistencialismo e achaque às oposições. Foi assim na Venezuela, Bolívia, Equador, um pequeno flerte no Brasil e, por último, Honduras seguia essa trilha. Seguia.

Manuel Zelaya, amigo recente de Hugo Chávez, foi deposto após suas investidas contra a constituição do país que não permite reeleições e nem plebiscitos em ano eleitoral. O verdadeiro golpista em Honduras era Zelaya e não os que o afastaram do poder. Estes erraram no modus operandi, ao deportá-lo do país a toque de caixa. Zelaya deveria ter sido afastado do cargo e processado.

A despeito disso e de toda pressão internacional, o comportamento dos hondurenhos foi exemplar. Os militares não assumiram o poder, quem conduziu o país foi o líder do Legislativo, o civil Roberto Michelleti, que desde sempre disse que sua missão era conduzir o país ao processo eleitoral em Novembro. Dito e feito. Tivesse o Brasil feito a mesma coisa após a derrubada de Jango em 64, nossa História teria sido diferente e, quiçá, estaríamos melhores.

Ocupou parte do noticiário também o recente artigo “Os filhos do Brasil” (Folha de São Paulo, 27/11/09) de César Benjamin, ex-preso político e ex-integrante do PT. César Benjamin narrou em seu texto sobre uma reunião na campanha presidencial de 1994 na qual Lula descreveu sobre os 31 dias em que ficara preso em 1980 e onde ele tentara subjugar sexualmente um outro preso, ao qual se referiu como “menino do MEP”, por ser integrante de um grupo chamado Movimento pela Emancipação do Proletariado. Para a decepção de Lula, o “menino do MEP” resistiu às suas investidas com socos e cotoveladas.

Eu sabia há muito tempo que o atual chefe do Executivo não é um poço de virtudes, mas chegar a tamanho mau-caratismo me surpreendeu. Lula numa entrevista à revista Playboy em 1979 deu a entender que começou a vida sexual com práticas de zoofilia, algo tosco mas bem menos grave do que o narrado no artigo de César Benjamin.

Escatologias à parte o que fica de lição é isso. Há líderes populares, ou populistas, que almejam chegar ao poder absoluto se proclamando representantes do povo, mas o real desejo deles é fazer com a nação a mesma coisa que Lula queria fazer com “o menino do MEP”.