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sábado, 20 de março de 2010

Lula: amigo de ditadores assassinos


Cuba é uma ditadura comunista. Fidel Castro é um ditador comunista. Isto não se discute. É fato. Os cubanos trocaram uma ditadura ruim (a de Fulgêncio Batista) por outra bem pior. Por 50 anos no governo, el comandante passou o poder para seu irmão somente por motivos de saúde, como se a ilha fosse uma propriedade particular da família Castro.

Dada a atmosfera dos anos 50 e 60, a revolução cubana tomou ares chiques e progressistas, como se lá estivesse sendo lançada uma nova diretriz para a América Latina que, segundo as teorias terceiro-mundistas, era subdesenvolvida pelo dito “imperialismo” de outras nações, em especial dos EUA.

O tempo se encarregou de demonstrar que tudo não passou de ilusão. Cuba é a penúltima economia do continente, e não pelo tal embargo americano, afinal ganhou gorda mesada da URSS enquanto esta se manteve de pé.

Alguém deveria acusar o Japão de também ter sofrido embargo econômico da China e URSS nos anos da Guerra Fria, mas a ilha oriental nunca se preocupou com isto, apenas trabalhou para produzir bens de consumo demandados, o cerne do capitalismo, tornando-se a segunda economia mundial.

O Muro de Berlim caiu e o que se falava de positivo dos países da cortina-de-ferro mostrou-se propaganda enganosa. Assim é Cuba. A Educação na verdade trata-se de doutrinação ideológica, que apenas faz uma lavagem cerebral nos alunos em nome de uma “consciência revolucionária”. A Saúde então nem se fala, tanto que quando Fidel necessitou de maiores cuidados apelou para médicos espanhóis. Investe-se no esporte apenas como meio de propaganda do regime, como todo país comunista sempre fez.

O que acho interessante de tudo isso é que Lula não é um esquerdista nato. Moldado no sindicalismo, ele é mais chegado a um entendimento de ambos os lados do que a um confronto, sobretudo ideológico. Porque então tentar tapar o sol com a peneira desqualificando as críticas à Cuba?

Afinal, de múmias como Marco Aurélio Garcia pode-se entender que ainda tenham seus devaneios da juventude intactos no seu obsoletismo ideológico, mas Lula deveria poupar seus malabarismos verborrágicos para defender a ditadura castrista.

Logo que a URSS entrou em colapso, Fidel Castro estendeu sua xícarazinha pedindo esmolas em países da América Latina. Para isso ele congregou a esquerda do continente numa reunião chamada Foro de São Paulo, ao lado do PT em 1990. O maior fruto disso talvez seja Hugo Chávez que hoje é fiel colaborador econômico de Cuba.

Contudo, Lula só se elegeu quando deixou de lado o discurso de luta de classes, tão caro a Fidel et caterva, tanto que escolheu um rico industrial para ser seu vice. De forma que não vejo motivos para algum tipo de agradecimento de Lula a Fidel.

No fim penso que apenas o ímpeto de agradar a gregos e troianos é que pode levar Lula a esta visita a Cuba. Afinal, a antiga ala mais radical do PT ainda vive com a cabeça nos anos 60.

Mas não é tirando fotos e gargalhando ao lado de déspotas que Lula ganha ares de estadista, pelo contrário. Ao fazer isto apenas endossa seu desapreço pela democracia e pelos verdadeiros direitos humanos, atestando que o PT tem sim um DNA totalitário e que não evoluiu, mas apenas se adaptou para chegar ao poder.
* Artigo publicado pelo jornal Correio do Estado em 17/03/10

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ainda o Muro e seus personagens



Coloco abaixo excertos de dois ótimos textos. Primeiro Carlos Alberto Sardenberg que enuncia os méritos de Gorbachev. O segundo, creio mais importante, é uma biografia de Ronald Reagan, traz trechos impagáveis, sobretudo o que fala sobre a opinião de alguns intelectuais da época. Vale a pena ler todo o texto do Ordem Livre.


Mikhail Gorbachev acredita que evitou uma terceira guerra mundial ao resistir aos apelos dos dirigentes comunistas que ainda consideravam possível conter as rebeliões com um banho de sangue. Uma repressão desse calibre nos países do Leste Europeu, ali ao lado das democracias ocidentais, nas quais milhões de pessoas tentariam obter refúgio, certamente criaria todas as condições para um conflito global. Compreender que a ditadura chegara ao fim, não permitir a repressão, fechar as tropas russas nos quartéis - isso foi certamente um dos maiores méritos de Gorby.




Os intelectuais rendiam-se à inevitabilidade da ascensão soviética e do declínio do Ocidente. John Kenneth Galbraith, professor de Economia, escreveu em The New Yorker (1984): “O sistema russo tem sucesso porque, em contraste com as economias industriais ocidentais, ele faz pleno uso do seu poderio humano”. Paul A. Samuelson afirmou em Economics, seu influente livro didático, que “não se pode duvidar do fato de que os sistemas de planejamento soviético têm sido um motor poderoso para o crescimento econômico”. O professor de Economia Lester Thurow saudou em 1989 “a notável performance da União Soviética”. E o historiador Arthur M. Schlesinger Jr. dizia o seguinte: “Aqueles nos EUA que pensam que a União Soviética esteja à beira de um colapso econômico e social... [estão] apenas enganando-se a si próprios”.

O Presidente Ronald Reagan provou que todos eles estavam errados.

(...)

Reagan acabou com as agressões soviéticas em curso e intensificou as pressões sobre a União Soviética, contribuindo para seu atordoante colapso. Como disse a Primeira-Ministra da Grã-Bretanha Margaret Thatcher, “Ronald Reagan venceu a Guerra Fria sem disparar um tiro”.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

20 anos da queda II - O preço da Liberdade é a eterna vigilância



Se engana quem pensa que a queda do muro de Berlim representa algo somente para os alemães ou para o povo do leste europeu. A queda do muro de Berlim representa a vitória da Humanidade sobre a opressão, sobre a escravidão mais atroz que já foi presenciada no planeta. Uma escravidão ardilosa que a princípio se dizia pelos fracos e oprimidos, que prometia um novo mundo, um novo homem, um paraíso na Terra.


As repúblicas comunistas se intitulavam "democráticas e populares". Nem uma coisa nem outra. A ignorância brasileira permite que tenhamos até um partido cujo nome é PC do B. Não haveria nada de errado em se fundar um partido nacional-socialista, ou nazista, afinal de contas os nazistas mataram bem menos do que os comunistas. É pela ignorância que um pagodeiro e uma bandeirinha de futebol integram este partido. É cômico, mas não deixa se ser um tanto trágico.

Siglas partidárias à parte, a queda do muro representa a vitória parcial - sim, parcial - da democracia, da economia de mercado, da propriedade privada e da liberdade; contudo as viúvas do muro continuam a empunhar suas bandeirolas, dissimuladamente, mas continuam.

A esquerda insiste em alardear nossos males, mas vendendo falsos remédios para eles. Estão presentes em movimentos indigenistas que pregam o ódio irrestrito aos proprietários rurais, açulando confrontos, atiçando conflitos. Buscam, como sempre, um cadáver para servir de mártir da causa.

Os bolivarianos entre nós buscam o que foi perdido no leste europeu. Para eles não bastam as mais de 100 milhões de mortes do comunismo. Eles tentam requentar o velho prato podre da bazófia socialista, célere em dividir, mas falha em produzir. E ai de quem for contra eles, os monopolistas da virtude.

Voltando às nomenclaturas; também temos por aqui nossas inversões dos sentidos das palavras. O ministério do Desenvolvimento Agrário, deveria se chamar Ministério do Subdesenvolvimento Agrário, haja visto a equivocada reforma agrária que ao insistir num modelo de produção obsoleto e inviável, só faz produzir mais pobreza no campo e de quebra também na cidade que tem que arcar com os impostos que financiam tal devaneio.

O Ministério da Igualdade Racial, deveria se chamar ministério da Desigualdade Racial, ou do Preconceito Invertido, como queiram. As entidades de Direitos Humanos, muitas vezes se parecem com Direitos dos Desumanos, ou Direitos dos Bandidos, nunca das vítimas.

Não posso deixar de me lembrar de George Orwell, que no seu magnífico "1984", anteviu ou diagnosticou este método de inversão da realidade que ocorre nos governos socialistas:

"O Ministério da Paz cuida dos assuntos de Guerra; o Ministério da Verdade trata das mentiras; o Ministério do Amor pratica tortura; e o Ministério da Pujança lida com a escassez de alimentos."

Nossos intelectuais, também com honrosas exceções, poderiam se chamar de pseudo-intelectuais. Recentemente assinaram um abaixo-assinado contra a CPI do MST. Disseram que se tratava de algo que seria contra o povo brasileiro. Mais uma inversão. Contra o povo é esta escorchante reforma agrária que já distribuiu área equivalente a três estados de São Paulo e cujas pessoas agraciadas com a terra mal conseguem sobreviver dela, apresentando baixíssimos índices de produtividade. O sistema é falho, simples assim.

Quem paga no final este custo da reforma agrária? O povo, oras, os pagadores de impostos indiretos, via aumento do custo de vida embutido nos produtos.

Não por acaso, bem pouco antes da derrocada comunista, vários intelectuais ocidentais apregoavam a superioridade do planejamento centralizado soviético. Nada mais falso, nada mais invertido.

Não se enganem com mercadores de ilusão ou bem-intencionados que nada mais são do que humanistas genocidas.

De toda forma hoje é um dia a se lembrar e comemorar, sem deixar de saber que o preço da Liberdade é a eterna vigilância.


Foto abaixo: A liberdade acima da autoridade fardada. Até o guarda da fronteira é um ser oprimido.Conrad Schurmann não resiste e foge no dia 15 de agosto de 1961, pulando a cerca divisória da cidade. Encontra a liberdade.






terça-feira, 20 de outubro de 2009

A História Soviética - repassem

Nas faculdades de Humanas, em geral na área de Sociais, os alunos são submetidos à uma imbecilização. Isto vai acabar sem dúvida, mas quanto antes melhor. Há uma doutrinação que quando não declara abertamente, inclina a demonstração de que o capitalismo - seja o que for que eles entendam como capitalismo - é um sistema mau, injusto, opressor. Contudo nunca dizem que foi o que deu certo até hoje e que suas alternativas, como o comunismo, foi a mais sangrenta máquina de matar jamais vista e com o mesmo embasamento teórico que eles recebem hoje nestas faculdades.

Este ano em Bonito (acreditem, em pleno Carnaval) vi um aluno de Ciências Sociais lendo um livro de Marx e Engels. Ao interpelá-lo sobre o conteúdo, ele disse que a tentativa dos autores era "humanizar o capitalismo". Ao falar sobre as coisas que já tratei aqui ele se surpreendeu. Posteriormente mandei uns e-books para ele, mas não sei se leu, não falamos mais.

Abaixo vai novamente uma parte do documentário "A História Soviética". Ele foi retirado da Internet tempos atrás, provavelmente será de novo. Por favor, em memória das mais de 100 milhões de pessoas mortas pelo comunismo gostaria que salvassem no computador (eu não sei fazer isso) ou repassassem a quantos for possível.