Ter sua efígie queimada nas ruas de Moscou por gorilas nacionalistas deve contar como uma espécie de Oscar caso você seja um cineasta letão cujo objetivo é expor a cegueira da Rússia moderna em relação à história criminosa da União Soviética. A ira do protesto organizado semana passada pelo grupo Jovem Rússia em frente à embaixada da Letônia era dirigida contra Edvins Snore, cujo filme “História Soviética” é o mais poderoso antídoto já produzido contra a tentativa de se criar um passado asséptico.
O filme é emocionante, audacioso e nem um pouco condescendente. Embora comece narrando a história do assassinato de 7 milhões de ucranianos em 1933, ele não é um mero catálogo de atrocidades. O principal objetivo do filme é mostrar as conexões íntimas – filosóficas, políticas e organizacionais – entre os sistemas nazista e soviético.
Conforme Françoise Thom (uma dos muitos luminares anti-comunistas que aparecem no filme) explica: “O Nazismo baseava-se na falsa biologia; o Marxismo baseava-se na falsa sociologia”. O sonho marxista do “homem novo”, por exemplo, espelhava a idéia nazista da superioridade racial. Os nazistas matavam principalmente com base em fundamentos raciais, enquanto os soviéticos matavam com base na classe social. Mas assassinato em massa é assassinato em massa.
Aqueles que ainda mantém uma certa queda pelo marxismo podem levar um susto ao ouvir que o sábio de Highgate referiu-se às sociedades menos desenvolvidas como Völkerabfälle (lixo racial) que deve “perecer no holocausto revolucionário”. Ou que o Partido Nazista, em seus primórdios, idolatrava Lênin (Joseph Goebbels disse que ele só perdia para Hitler em grandeza).
Aquela que talvez seja a melhor seqüência do filme mostra pares de pôsteres com desenhos praticamente idênticos: trabalhadores musculosos em poses heróicas apóiam o Partido e o Estado, menininhas louras sorriem alegremente, punhos esmagam inimigos, martelos arrebentam correntes. Sem a suástica e a foice e o martelo, seria dificílimo saber qual é qual.
A demonstração do Pacto Molotov-Ribbentrop é convincente: operadores de rádio soviéticos guiaram os bombardeiros alemães em seus ataques à Polônia. Uma base naval soviética perto de Murmansk auxiliou o ataque nazista à Noruega. A polícia secreta soviética ajudou a treinar a Gestapo e discutiu sobre como lidar com a “questão judaica” na Polônia ocupada.
A cooperação baseava-se num acordo escrito – completo com a assinatura de Lavrenty Beria, chefe da notória NKVD – que é mostrado no filme. “A NKVD proporá ao governo soviético um programa para reduzir a participação de judeus nos órgãos de estado e para proibir judeus e descendentes judeus de casamentos mistos nas áreas de cultura e educação”, lê-se na tétrica frase final. A Rússia alega que o documento é falso.
Imagens de arquivo bastante fortes mostram oficiais do Exército Vermelho brindando com seus colegas da SS em Berlim no mês de dezembro de 1939. Em 1940, a União Soviética tornara-se uma gigantesca fornecedora de grãos e petróleo para a máquina de guerra nazista, ao mesmo tempo em que encorajava os partidos comunistas da Europa Ocidental a sabotar a resistência antinazista.
“É reconfortante ver trabalhadores parisienses conversando com soldados alemães como amigos”, gabava-se uma publicação comunista francesa em julho de 1940. Vyacheslav Molotov, que era então o Ministro do Exterior da União Soviética, chamou a luta contra o Nazismo de “crime”. Junto a pronunciamentos similares, isso foi publicado em todos os jornais soviéticos. Essas páginas foram rapidamente removidas após a traição de Hitler.
Algo muito semelhante aconteceu no Ocidente. Criminosos de guerra nazistas são abominados; seus similares soviéticos são considerados honrados veteranos até hoje. Qualquer tentativa de trazê-los à justiça desperta protestos raivosos da Rússia. “Tirem as mãos dos nossos avôs”, era o slogan cantado pelos militantes da Jovem Rússia. Uma questão melhor seria: “O que aconteceu exatamente?”
O Sr. Snore e seus patrocinadores no Parlamento Europeu produziram uma obra agudamente provocativa. Seu tom, sua técnica e sua composição estão abertos a críticas. Mas aqueles que querem bani-lo deveriam tentar refutá-lo antes.
http://nemersonlavoura.blogspot.com/2008/05/gmeos-totalitrios.html
domingo, 1 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Aviso

Acabei de ver no jornal local os parlamentares do MS que estão favoráveis a criação da nova CPMF. Puseram um "S" de "social" na sigla.
Abre parêntese. Toda vez que ouvirem a palavra "social" em alguma coisa, fujam disso, caiam fora. É só uma vaselina pra CRÉU no cê.
Outra receita prática boa é o seguinte: se tiver um bando de "artistias" (como diria o paraíba) e "intelequituais", militando por uma causa, também fiquem espertos. Geralmente trata-se de idiotice politicamente correta. O referendo do desarmamento e umas dietas vegans são exemplos clássicos disso. Fecha parêntese.
E qual minha "surpresa" quando vejo que a bancada que defende o novo imposto é a do...PT!Lógico, que dúvida.
Portanto, onde tiver um comitê do "Partido dos Tributos", coloquem o cartaz acima para avisar a população.
Não dá pra não lembrar do Aluízio Amorim numa hora dessas: "Fogo nos botocudos!Fogo neles!!!"
O paradoxo vegetariano

Dias atrás vi na TV uma matéria sobre vegetarianismo. Lá pelas tantas uma mulher entrevistada explicou que os vegetarianos têm muito amor pela vida e quando descobrem como são criados e abatidos os animais de produção, se sentem impelidos a deixar de consumir carne.Parece ser uma atitude muito nobre, mas há nela algumas inverdades e um paradoxo.
Primeiro que os animais (entenda-se bovinos, fonte de carne vermelha) na maior parte do Brasil, são criados em regime semi-extensivo, num ambiente muito pouco estressante, principalmente quando comparado aos estabulamentos europeus ou norte-americanos. E mesmo os confinamentos brasileiros (que, se bem realizados, nem podem ser considerados geradores de stress) são feitos por períodos curtos, geralmente 3 ou 4 meses.
Durante a vida do animal não há sofrimento impingido a eles, pelo contrário, cada vez mais os produtores buscam melhorias em alimentação, sanidade, manejo e bem-estar animal, para que a atividade se torne mais rentosa. Claro, ainda existem criadores que, por falta de manejo da pastagem e suplementação alimentar na seca, deixam seus rebanhos emagrecerem, e os lucros também. Ruim para os animais e para seus donos.
A mulher da tal entrevista poderia argumentar que vivendo de modo livre ou selvagem, os bovinos estariam melhores. De forma alguma. Basta pensar nas infecções e míiases (bicheiras) que estaria sujeito um animal que ao nascer não tivesse seu umbigo curado. As diarréias e bacterioses que não seriam tratadas a contento. As verminoses que os enfraqueceriam. As doenças acarretadas pela falta de vacinação. Enfim, sua qualidade de vida sanitária seria muitíssimo mais precária e sujeita a maior mortalidade em condições naturais do que numa criação comercial.
“Tudo bem.”, falaria algum vegetariano. “Mas pelo menos não morreriam num frigorífico.” Ora, morreriam enfermos como demonstrei, ou senis, nas garras de um predador, mas morreriam. No frigorífico pelo menos sao abatidos sendo previamente dessensibilizados.
Mas atentemos para o paradoxo: Os vegetarianos no afã de proteger a vida destes animais, provavelmente, se conseguissem ganhar mais adeptos à sua prática, estariam diminuindo a chance desses animais viverem. Explico.
Temos hoje aproximadamente 200 milhoes de cabeças de gado no Brasil. Se de uma hora para outra grande parte das pessoas resolvessem, por amor aos bovinos, aderir ao vegetarianismo, o resultado seria a diminuição brutal do rebanho. Ou seja, condenar-se-ia peremptoriamente à morte muitas matrizes e reprodutores que poderiam ter uma vida mais longeva, pois não haveria interesse econômico na continuidade de sua criação. Milhões de bezerros que teriam chance de vir ao mundo, simplesmente não existiriam.
Alegam-se outras coisas para prática vegetariana, todas refutáveis, diga-se de passagem. Mas este paradoxo me parece muito interessante. Ou seja, os vegetarianos em pretenso ímpeto de proteger a vida dos bovinos, estariam acarretando mais mortes e diminuição do rebanho, com uma pior qualidade de vida para os remanescentes, se estes fossem relegados à vida selvagem.
Dessa forma, sigo comendo meu churrasco de consciência tranqüila.
Obs: Pra quem não entendeu a imagem, trata-se de Pamela Anderson num biquíni de alface. Os vegetarianos adoraram. O alface.
Primeiro que os animais (entenda-se bovinos, fonte de carne vermelha) na maior parte do Brasil, são criados em regime semi-extensivo, num ambiente muito pouco estressante, principalmente quando comparado aos estabulamentos europeus ou norte-americanos. E mesmo os confinamentos brasileiros (que, se bem realizados, nem podem ser considerados geradores de stress) são feitos por períodos curtos, geralmente 3 ou 4 meses.
Durante a vida do animal não há sofrimento impingido a eles, pelo contrário, cada vez mais os produtores buscam melhorias em alimentação, sanidade, manejo e bem-estar animal, para que a atividade se torne mais rentosa. Claro, ainda existem criadores que, por falta de manejo da pastagem e suplementação alimentar na seca, deixam seus rebanhos emagrecerem, e os lucros também. Ruim para os animais e para seus donos.
A mulher da tal entrevista poderia argumentar que vivendo de modo livre ou selvagem, os bovinos estariam melhores. De forma alguma. Basta pensar nas infecções e míiases (bicheiras) que estaria sujeito um animal que ao nascer não tivesse seu umbigo curado. As diarréias e bacterioses que não seriam tratadas a contento. As verminoses que os enfraqueceriam. As doenças acarretadas pela falta de vacinação. Enfim, sua qualidade de vida sanitária seria muitíssimo mais precária e sujeita a maior mortalidade em condições naturais do que numa criação comercial.
“Tudo bem.”, falaria algum vegetariano. “Mas pelo menos não morreriam num frigorífico.” Ora, morreriam enfermos como demonstrei, ou senis, nas garras de um predador, mas morreriam. No frigorífico pelo menos sao abatidos sendo previamente dessensibilizados.
Mas atentemos para o paradoxo: Os vegetarianos no afã de proteger a vida destes animais, provavelmente, se conseguissem ganhar mais adeptos à sua prática, estariam diminuindo a chance desses animais viverem. Explico.
Temos hoje aproximadamente 200 milhoes de cabeças de gado no Brasil. Se de uma hora para outra grande parte das pessoas resolvessem, por amor aos bovinos, aderir ao vegetarianismo, o resultado seria a diminuição brutal do rebanho. Ou seja, condenar-se-ia peremptoriamente à morte muitas matrizes e reprodutores que poderiam ter uma vida mais longeva, pois não haveria interesse econômico na continuidade de sua criação. Milhões de bezerros que teriam chance de vir ao mundo, simplesmente não existiriam.
Alegam-se outras coisas para prática vegetariana, todas refutáveis, diga-se de passagem. Mas este paradoxo me parece muito interessante. Ou seja, os vegetarianos em pretenso ímpeto de proteger a vida dos bovinos, estariam acarretando mais mortes e diminuição do rebanho, com uma pior qualidade de vida para os remanescentes, se estes fossem relegados à vida selvagem.
Dessa forma, sigo comendo meu churrasco de consciência tranqüila.
Obs: Pra quem não entendeu a imagem, trata-se de Pamela Anderson num biquíni de alface. Os vegetarianos adoraram. O alface.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Fogo nos botocudos!!!
Está linkado Aluízio Amorim.
Que que eu acho dele? O cara é louco, mas é massa.Valeu Aluízio! E fogo nos botocudos, fogo neles!!!
Também está o Apostos, um portal de blogueiros. Destaco nele o blog Arrastão de Janaína Leite. Janaína desmentiu, com fatos e argumentos, todo o suposto "caso VEJA", que Luís Nassif (ou Nassifú), andou publicando na net.
Que que eu acho dele? O cara é louco, mas é massa.Valeu Aluízio! E fogo nos botocudos, fogo neles!!!
Também está o Apostos, um portal de blogueiros. Destaco nele o blog Arrastão de Janaína Leite. Janaína desmentiu, com fatos e argumentos, todo o suposto "caso VEJA", que Luís Nassif (ou Nassifú), andou publicando na net.
sábado, 24 de maio de 2008
Será que agora vai? Clipping então
Vamos lá!Entrevistas e um rápido panorama do debate blogueiro:
1- Entrevista com Reinaldo Azevedo, imperdível
http://brunogarschagen.com/2008/05/03/reinaldo-azevedo-para-os-petistas-tudo-tem-um-preco-em-dinheiro-mesmo-e-eles-sempre-estao-dispostos-a-pagar/
2- Entrevista com Rodrigo Constantino para o Café Colombo:
http://cafecolombo.com.br/2008/04/20/uma-luz-na-escuridao-por-rodrigo-constantino-2/
3 - Entrevistas com alguns blogueiros e articulistas, inclusive Aluízio Amorim (Fogo nos botocudos!!!)
http://darkabysses.blogspot.com/
4 - Artigo de Olavo de Carvalho, a insipiência da tal direita tupiniquim
http://www.olavodecarvalho.org/semana/080221jb.html
5 - A eleição de Berlusconi (o Lulla italiano, vide podcast; na verdade não consegui linkar o podcast, que é mais divertido,mas está o texto) e o fim da esquerda (pelo menos num país civilizado)
http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/integra_150408.html
6 - O professor aloprado do Anglo de Tatuí, que corrobora plenamente a recente série de artigos meus (A nova velha batalha)
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/04/as-nossas-escolas-1-mentira-como-um.html
http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2008/04/forjando-zumbis.html
7 - Historiador corrobora assertivas de que luta armada por democracia era balela, como já afirmei em primórdios do blog, apenas usando simplicidade e percepção (que modesto); outro destrói a tese da maldade dos ingleses (leia e entenda)
http://nemersonlavoura.blogspot.com/2008/05/extra-extra-j-so-dois-os-nossos.html
8 - Excelente artigo de Gustavo Ioschpe, Educação e capitalismo (algo semelhante ao que já escrevi, mérito de minhas fontes de leitura, também)
http://veja.abril.com.br/gustavo_ioschpe/index_140508.shtml
Pronto, demorei, mas cá estou e considero os links deste post um supra-sumo da blogosfera e afins. Tenho um novo texto, logo coloco e também alguns novos links gerais. Abraços.
1- Entrevista com Reinaldo Azevedo, imperdível
http://brunogarschagen.com/2008/05/03/reinaldo-azevedo-para-os-petistas-tudo-tem-um-preco-em-dinheiro-mesmo-e-eles-sempre-estao-dispostos-a-pagar/
2- Entrevista com Rodrigo Constantino para o Café Colombo:
http://cafecolombo.com.br/2008/04/20/uma-luz-na-escuridao-por-rodrigo-constantino-2/
3 - Entrevistas com alguns blogueiros e articulistas, inclusive Aluízio Amorim (Fogo nos botocudos!!!)
http://darkabysses.blogspot.com/
4 - Artigo de Olavo de Carvalho, a insipiência da tal direita tupiniquim
http://www.olavodecarvalho.org/semana/080221jb.html
5 - A eleição de Berlusconi (o Lulla italiano, vide podcast; na verdade não consegui linkar o podcast, que é mais divertido,mas está o texto) e o fim da esquerda (pelo menos num país civilizado)
http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/integra_150408.html
6 - O professor aloprado do Anglo de Tatuí, que corrobora plenamente a recente série de artigos meus (A nova velha batalha)
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/04/as-nossas-escolas-1-mentira-como-um.html
http://gustavo-livrexpressao.blogspot.com/2008/04/forjando-zumbis.html
7 - Historiador corrobora assertivas de que luta armada por democracia era balela, como já afirmei em primórdios do blog, apenas usando simplicidade e percepção (que modesto); outro destrói a tese da maldade dos ingleses (leia e entenda)
http://nemersonlavoura.blogspot.com/2008/05/extra-extra-j-so-dois-os-nossos.html
8 - Excelente artigo de Gustavo Ioschpe, Educação e capitalismo (algo semelhante ao que já escrevi, mérito de minhas fontes de leitura, também)
http://veja.abril.com.br/gustavo_ioschpe/index_140508.shtml
Pronto, demorei, mas cá estou e considero os links deste post um supra-sumo da blogosfera e afins. Tenho um novo texto, logo coloco e também alguns novos links gerais. Abraços.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Consegui
Depois de dias desformatado, cá estou de volta.
Tudo por causa de um modo de configuraçao de layout (wysiwyg, ou what you see is what you get), que estava desativado.
Mas, alto lá. Ainda meu teclado nao está perfeito. O pc foi formatado e umas teclas de acentuaçao estao desconfiguradas.
Entao, tá. Breve, novos textos.
Tudo por causa de um modo de configuraçao de layout (wysiwyg, ou what you see is what you get), que estava desativado.
Mas, alto lá. Ainda meu teclado nao está perfeito. O pc foi formatado e umas teclas de acentuaçao estao desconfiguradas.
Entao, tá. Breve, novos textos.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Índios: morte anunciada
Texto reescrito, em virtude de uma matéria de uma amiga
Ainda ocorrem casos de suicídio na aldeia Jaguapirú em Dourados. Geralmente são índios jovens que tiram a própria vida através de enforcamento após terem se alcoolizado. Um fato intrigante é que dizem não saber exatamente o porquê dos índios fazerem isso. Aparentemente há causas diversas como desilusão amorosa, crises familiares, alcoolismo ou mesmo nenhum motivo aparente. Apenas um corpo dependurado numa árvore.
Nunca conversei com antropólogos ou psicólogos que interagem com os indígenas de lá, mas acho que os jornalistas que veiculam as notícias também não encontram respostas satisfatórias quando questionam tais profissionais.
Eu que não sou especialista no assunto, mas que cresci em Dourados, e quando criança entreguei muito pão velho para os índios pedintes e ficava com medo de eles roubarem meus gatos de estimação (sim, falava-se que eles faziam isso), vou tentar responder a questão.
Algumas vezes o óbvio passa despercebido, acho que esse é um caso. Em minha opinião, os suicídios são causados por uma depressão ante a falta de perspectiva de um futuro melhor, assim como pela vergonha do índio não ter uma colocação de respeito e dignidade nem na sociedade do branco, que subjugou sua cultura (o que para ele é claro), e nem na do próprio índio.
O modo de vida indígena com seu sistema de produção clássico se tornou obsoleto, já não atendendo mais a exigência de sobrevivência da tribo (se é que ainda pode ser assim chamada), inclusive nem mesmo os atuais indígenas elegeriam ou saberiam se utilizar da caça e pesca para sobrevivência. Tampouco a sociedade branca acolhe de maneira eficiente o indígena.
Em geral os índios arrendam suas terras, alguns procuram empregos de baixa qualificação e remuneração, grande parte fica na ociosidade e quase todos ficam dependentes da caridade alimentar do governo.
Há uma desagregação familiar e um desajuste social nas aldeias de Dourados, em grande parte pela falta de emprego e geração de renda que proporcione emancipação econômica das famílias.
O jovem indígena então vê seu futuro diante de dois cenários. Ou na tribo em condições precárias ou na sociedade branca que não traz oportunidades de ingresso e crescimento humano ou social. Não é difícil notar como se cria um ambiente de angústia e tristeza para esse indivíduo. Cria-se uma espécie de “banzo” indígena. A ingestão de álcool torna-se então o catalisador de um ato severo de desumanidade própria.
É interessante notar também, como alguns aspectos unem culturas distintas, mas que possuem uma ligação genética forte. É sabido que os índios das Américas são provenientes da região Oriental do planeta, que povoaram o continente pelo estreito de Bering. Pois bem, lembremos, portanto dos japoneses com seus famosos Haraquiris, ou seja, suicídio ante algo que para eles fosse desonroso ou vergonhoso. Guardadas as devidas proporções é o que acontece com os índios de Dourados. Penso que sentirem-se úteis e importantes seria o melhor remédio contra a baixo-estima dos suicidas indígenas.
O que me preocupa é que parece que a situação não é favorável para se ver revertida por ações dos especialistas e técnicos do assunto, mas talvez apenas por força da realidade ou das circunstâncias. A legislação é ao mesmo tempo excludente, na medida em que não torna o índio um cidadão brasileiro, e altamente paternalista, de uma maneira péssima, permitindo que maus elementos da etnia se achem inimputáveis pela lei, cometendo os mais variáveis delitos.
Vi recentemente uma matéria sobre indígenas dos EUA que vieram ao Brasil num encontro de povos ameríndios. Constatação da imprensa: os índios de lá estavam mais integrados à sociedade americana (uma índia mostrada era chef de cozinha, outro era professor), mas preservando sua cultura própria. Pois bem, era isso que eu pensava há muito tempo como uma opção viável para nossos índios, em especial os do sul do estado.
Os índios deixariam de ser brasileiros à margem das leis, mas passariam a ter os mesmos direitos e deveres que todos os cidadãos. Que se integrem na sociedade e que mantenham sua cultura, língua e costumes, se assim desejarem; como a exemplo de árabes, japoneses, alemães, italianos e toda gama de pessoas das diversas culturas do mundo que aqui vieram viver e mantêm seus hábitos, culinária, festas típicas, etc.
Para alguns que possam torcer a cara ante tal perspectiva lembro que a própria aldeia já não se parece mais com uma aldeia. As casas são isoladas, longe mesmo, uma das outras. Cada família possui seu lote de terra individual. E já não é mais tempo de se alterar isso.
Acho que o relativismo cultural dos antropólogos, assim como ainda um pouco de senso comum do mito do Bom Selvagem de Rousseau e por fim nosso velho preconceito, infelizmente às vezes fundamentado, atrapalhe ainda mais a integração (e não a aculturação) do índio na sociedade branca.
Mais terra para os índios também não solucionaria seus problemas. Isso seria um saco sem fundo e com algum tempo os mesmos problemas de pobreza se repetiriam, sem falar no custo proibitivo que isso acarretaria. A legitimidade das propriedades rurais dos produtores que margeiam a aldeia Jaguapirú deve ser respeitada. Também a idéia que há pouco se veiculou de realocá-los em áreas devolutas da Amazônia é estapafúrdia.
A prefeitura de Dourados e algumas universidades estão dando apoio aos índios. Além do aspecto assistencial, que nesse momento é primordial, há que se tomarem medidas, que os próprios índios devem pautar, para que eles possam se emancipar e terem condições de viver dignamente.
Quanto aos suicídios, para ser mais óbvio ainda, acho que deveriam fazer algo que talvez não tenham pensado: perguntar aos jovens indígenas o que os aflige e entristece a ponto de tirarem suas próprias vidas e o que eles gostariam de vislumbrar como um futuro melhor.
Ainda ocorrem casos de suicídio na aldeia Jaguapirú em Dourados. Geralmente são índios jovens que tiram a própria vida através de enforcamento após terem se alcoolizado. Um fato intrigante é que dizem não saber exatamente o porquê dos índios fazerem isso. Aparentemente há causas diversas como desilusão amorosa, crises familiares, alcoolismo ou mesmo nenhum motivo aparente. Apenas um corpo dependurado numa árvore.
Nunca conversei com antropólogos ou psicólogos que interagem com os indígenas de lá, mas acho que os jornalistas que veiculam as notícias também não encontram respostas satisfatórias quando questionam tais profissionais.
Eu que não sou especialista no assunto, mas que cresci em Dourados, e quando criança entreguei muito pão velho para os índios pedintes e ficava com medo de eles roubarem meus gatos de estimação (sim, falava-se que eles faziam isso), vou tentar responder a questão.
Algumas vezes o óbvio passa despercebido, acho que esse é um caso. Em minha opinião, os suicídios são causados por uma depressão ante a falta de perspectiva de um futuro melhor, assim como pela vergonha do índio não ter uma colocação de respeito e dignidade nem na sociedade do branco, que subjugou sua cultura (o que para ele é claro), e nem na do próprio índio.
O modo de vida indígena com seu sistema de produção clássico se tornou obsoleto, já não atendendo mais a exigência de sobrevivência da tribo (se é que ainda pode ser assim chamada), inclusive nem mesmo os atuais indígenas elegeriam ou saberiam se utilizar da caça e pesca para sobrevivência. Tampouco a sociedade branca acolhe de maneira eficiente o indígena.
Em geral os índios arrendam suas terras, alguns procuram empregos de baixa qualificação e remuneração, grande parte fica na ociosidade e quase todos ficam dependentes da caridade alimentar do governo.
Há uma desagregação familiar e um desajuste social nas aldeias de Dourados, em grande parte pela falta de emprego e geração de renda que proporcione emancipação econômica das famílias.
O jovem indígena então vê seu futuro diante de dois cenários. Ou na tribo em condições precárias ou na sociedade branca que não traz oportunidades de ingresso e crescimento humano ou social. Não é difícil notar como se cria um ambiente de angústia e tristeza para esse indivíduo. Cria-se uma espécie de “banzo” indígena. A ingestão de álcool torna-se então o catalisador de um ato severo de desumanidade própria.
É interessante notar também, como alguns aspectos unem culturas distintas, mas que possuem uma ligação genética forte. É sabido que os índios das Américas são provenientes da região Oriental do planeta, que povoaram o continente pelo estreito de Bering. Pois bem, lembremos, portanto dos japoneses com seus famosos Haraquiris, ou seja, suicídio ante algo que para eles fosse desonroso ou vergonhoso. Guardadas as devidas proporções é o que acontece com os índios de Dourados. Penso que sentirem-se úteis e importantes seria o melhor remédio contra a baixo-estima dos suicidas indígenas.
O que me preocupa é que parece que a situação não é favorável para se ver revertida por ações dos especialistas e técnicos do assunto, mas talvez apenas por força da realidade ou das circunstâncias. A legislação é ao mesmo tempo excludente, na medida em que não torna o índio um cidadão brasileiro, e altamente paternalista, de uma maneira péssima, permitindo que maus elementos da etnia se achem inimputáveis pela lei, cometendo os mais variáveis delitos.
Vi recentemente uma matéria sobre indígenas dos EUA que vieram ao Brasil num encontro de povos ameríndios. Constatação da imprensa: os índios de lá estavam mais integrados à sociedade americana (uma índia mostrada era chef de cozinha, outro era professor), mas preservando sua cultura própria. Pois bem, era isso que eu pensava há muito tempo como uma opção viável para nossos índios, em especial os do sul do estado.
Os índios deixariam de ser brasileiros à margem das leis, mas passariam a ter os mesmos direitos e deveres que todos os cidadãos. Que se integrem na sociedade e que mantenham sua cultura, língua e costumes, se assim desejarem; como a exemplo de árabes, japoneses, alemães, italianos e toda gama de pessoas das diversas culturas do mundo que aqui vieram viver e mantêm seus hábitos, culinária, festas típicas, etc.
Para alguns que possam torcer a cara ante tal perspectiva lembro que a própria aldeia já não se parece mais com uma aldeia. As casas são isoladas, longe mesmo, uma das outras. Cada família possui seu lote de terra individual. E já não é mais tempo de se alterar isso.
Acho que o relativismo cultural dos antropólogos, assim como ainda um pouco de senso comum do mito do Bom Selvagem de Rousseau e por fim nosso velho preconceito, infelizmente às vezes fundamentado, atrapalhe ainda mais a integração (e não a aculturação) do índio na sociedade branca.
Mais terra para os índios também não solucionaria seus problemas. Isso seria um saco sem fundo e com algum tempo os mesmos problemas de pobreza se repetiriam, sem falar no custo proibitivo que isso acarretaria. A legitimidade das propriedades rurais dos produtores que margeiam a aldeia Jaguapirú deve ser respeitada. Também a idéia que há pouco se veiculou de realocá-los em áreas devolutas da Amazônia é estapafúrdia.
A prefeitura de Dourados e algumas universidades estão dando apoio aos índios. Além do aspecto assistencial, que nesse momento é primordial, há que se tomarem medidas, que os próprios índios devem pautar, para que eles possam se emancipar e terem condições de viver dignamente.
Quanto aos suicídios, para ser mais óbvio ainda, acho que deveriam fazer algo que talvez não tenham pensado: perguntar aos jovens indígenas o que os aflige e entristece a ponto de tirarem suas próprias vidas e o que eles gostariam de vislumbrar como um futuro melhor.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Acervo 1964
Meu pc anda com problemas, por isso a página não está no formato usual e os links não vão completos, têm que ser copiados e colados na barra de endereço. Mas resolvi fazer essa coletânea de textos (poucos, mas bons).
A Nanci veio falar que tento modificar a História. Nada disso, apenas tento fugir dos clichês que "eles" acreditam. Maidana e Fabricio dizem que não havia risco nenhum em 64. Não concordo. Imaginem se Jango não iria insurgir o restante das Forças Armadas, a exemplo do que fez na Marinha, para levar seu projeto adiante. O próprio Fabricio me disse que ao ler Gaspari, notou que em 64 seria um ou outro grupo a tomar o poder. Fala aí, Fabricio.
Vamos lá então. Especial sobre 64, o fato histórico que mais traz implicações na nossa realidade atual.Vamos tentar jogar mais luzes no negócio. A melhor passagem vai abaixo, do Reinaldo Azevedo, mas tem outras boas. Bon voyage.
"...Não! Não estou sendo dedo-duro de ninguém. Estou lembrando a história como ela é. Estou lhes dizendo que aqueles rapazes — Cony, Callado, Dines — faziam bem em desconfiar das intenções de um protoditador como João Goulart. Mas foram certamente ingênuos em achar que golpes de estado restauram a democracia — e, em 1968, o AI-5 deixaria isso claro. A história é um pouco mais nuançada do que essa pantomima de reparações que se tenta viver hoje. Já escrevi aqui e reitero: o livro Os Idos de Março merece reedição. É bom. Jango caiu por excelentes motivos. E uma ditadura foi instalada por péssimos motivos. Política se faz entre homens, não entre santos; existe até entre as putas, mas não entre as imaculadas. Assim, não venham reivindicar pureza pregressa para bater a carteira dos brasileiros."
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/04/escolhas-histria-mentalidades.html
"Falava-se em cortar cabeças, essas palavras não eram metáforas. Se as esquerdas tomassem o poder haveria, provavelmente, a resistência das direitas e poderia acontecer um confronto de grandes proporções no Brasil - atesta Daniel Aarão Reis, professor de História da UFF e ex-guerrilheiro do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). - Pior, haveria o que há sempre nesses processos e no coroamento deles: fuzilamento e cabeças cortadas.” “Ninguém estava pensando em reempossar João Goulart”
http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=994
Desfazendo alguns mitos sobre 64(melhor coletânea de textos no Orkut):
Desfazendo alguns mitos sobre 64.
Por Heitor De Paola
"Basta olhar quem hoje está no poder político da Nação para perceber que são os derrotados militarmente em 64, que venceram uma das batalhas mais importantes: a cultural. Refugiando-se nesta área negligenciada pelos governos militares, e baseando-se na desinformação e nas teses de Gramsci, passaram a escrever grande parte da história, principalmente aquela de alcance público, acadêmico e nas escolas de todos os níveis, novelas e minisséries de TV...
...Não havia, pois, opção democrática alguma. Restava decidir se teríamos o predomínio dos comunistas ou uma re-edição do Estado Novo ou de uma ditadura peronista, chefiados por Jango...
...Mas o documento em que a AP se declarava francamente a favor da instalação de uma ditadura ao estilo maoísta foi mantido secreto até para os militantes da base...
...Em janeiro de 68, 11 meses antes da edição do AI 5, a luta foi implementada por todas as organizações revolucionárias, menos o PCB. A AP “rachou”, eu fiquei do lado contrário à maluquice da luta armada e saí, não sem sofrer posteriormente sérias ameaças de meus “companheiros...”
Heitor De Paola é escritor e comentarista político...E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=19699594&tid=2523919331576532630
Há mais textos nesse link do Orkut, todos muito bons. Sou a favor do regime militar? Não. Parece que a herança tenentista e positivista dos militares, principalmente os da linha-dura, já os atiçavam na tomada do poder. Os comunas e revolucionários forneceram um bom álibi para os milicos. A democracia rodou.Retomo a frase do RA: "Jango caiu por excelentes motivos. E uma ditadura foi instalada por péssimos motivos."
Saldo para o Brasil (no link do RA):
"O espeto, que hoje já passa de R$ 3 bilhões — além de mais de R$ 28 milhões mensais — vai crescer. Basta, como sabemos, que o sujeito alegue algum pedigree esquerdista e que tenha sido demitido do emprego, ainda que por incompetência, e lá vai o estado reparar o agravo...
Nota na coluna de Elio Gaspari de hoje: “Para o banco de dados do Planalto: em 1952, a Alemanha negociou um acordo com o governo de Israel e se comprometeu a pagar 3 bilhões de marcos (US$ 5,8 bilhões em dinheiro de hoje) como reparação pelo que o nazismo fez aos judeus.O Bolsa Ditadura já custou à Viúva US$ 1,5 bilhão.”
Vou terminar aqui. Sem muito tempo e blogger ou pc com problemas.Até.
A Nanci veio falar que tento modificar a História. Nada disso, apenas tento fugir dos clichês que "eles" acreditam. Maidana e Fabricio dizem que não havia risco nenhum em 64. Não concordo. Imaginem se Jango não iria insurgir o restante das Forças Armadas, a exemplo do que fez na Marinha, para levar seu projeto adiante. O próprio Fabricio me disse que ao ler Gaspari, notou que em 64 seria um ou outro grupo a tomar o poder. Fala aí, Fabricio.
Vamos lá então. Especial sobre 64, o fato histórico que mais traz implicações na nossa realidade atual.Vamos tentar jogar mais luzes no negócio. A melhor passagem vai abaixo, do Reinaldo Azevedo, mas tem outras boas. Bon voyage.
"...Não! Não estou sendo dedo-duro de ninguém. Estou lembrando a história como ela é. Estou lhes dizendo que aqueles rapazes — Cony, Callado, Dines — faziam bem em desconfiar das intenções de um protoditador como João Goulart. Mas foram certamente ingênuos em achar que golpes de estado restauram a democracia — e, em 1968, o AI-5 deixaria isso claro. A história é um pouco mais nuançada do que essa pantomima de reparações que se tenta viver hoje. Já escrevi aqui e reitero: o livro Os Idos de Março merece reedição. É bom. Jango caiu por excelentes motivos. E uma ditadura foi instalada por péssimos motivos. Política se faz entre homens, não entre santos; existe até entre as putas, mas não entre as imaculadas. Assim, não venham reivindicar pureza pregressa para bater a carteira dos brasileiros."
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/04/escolhas-histria-mentalidades.html
"Falava-se em cortar cabeças, essas palavras não eram metáforas. Se as esquerdas tomassem o poder haveria, provavelmente, a resistência das direitas e poderia acontecer um confronto de grandes proporções no Brasil - atesta Daniel Aarão Reis, professor de História da UFF e ex-guerrilheiro do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). - Pior, haveria o que há sempre nesses processos e no coroamento deles: fuzilamento e cabeças cortadas.” “Ninguém estava pensando em reempossar João Goulart”
http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=994
Desfazendo alguns mitos sobre 64(melhor coletânea de textos no Orkut):
Desfazendo alguns mitos sobre 64.
Por Heitor De Paola
"Basta olhar quem hoje está no poder político da Nação para perceber que são os derrotados militarmente em 64, que venceram uma das batalhas mais importantes: a cultural. Refugiando-se nesta área negligenciada pelos governos militares, e baseando-se na desinformação e nas teses de Gramsci, passaram a escrever grande parte da história, principalmente aquela de alcance público, acadêmico e nas escolas de todos os níveis, novelas e minisséries de TV...
...Não havia, pois, opção democrática alguma. Restava decidir se teríamos o predomínio dos comunistas ou uma re-edição do Estado Novo ou de uma ditadura peronista, chefiados por Jango...
...Mas o documento em que a AP se declarava francamente a favor da instalação de uma ditadura ao estilo maoísta foi mantido secreto até para os militantes da base...
...Em janeiro de 68, 11 meses antes da edição do AI 5, a luta foi implementada por todas as organizações revolucionárias, menos o PCB. A AP “rachou”, eu fiquei do lado contrário à maluquice da luta armada e saí, não sem sofrer posteriormente sérias ameaças de meus “companheiros...”
Heitor De Paola é escritor e comentarista político...E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=19699594&tid=2523919331576532630
Há mais textos nesse link do Orkut, todos muito bons. Sou a favor do regime militar? Não. Parece que a herança tenentista e positivista dos militares, principalmente os da linha-dura, já os atiçavam na tomada do poder. Os comunas e revolucionários forneceram um bom álibi para os milicos. A democracia rodou.Retomo a frase do RA: "Jango caiu por excelentes motivos. E uma ditadura foi instalada por péssimos motivos."
Saldo para o Brasil (no link do RA):
"O espeto, que hoje já passa de R$ 3 bilhões — além de mais de R$ 28 milhões mensais — vai crescer. Basta, como sabemos, que o sujeito alegue algum pedigree esquerdista e que tenha sido demitido do emprego, ainda que por incompetência, e lá vai o estado reparar o agravo...
Nota na coluna de Elio Gaspari de hoje: “Para o banco de dados do Planalto: em 1952, a Alemanha negociou um acordo com o governo de Israel e se comprometeu a pagar 3 bilhões de marcos (US$ 5,8 bilhões em dinheiro de hoje) como reparação pelo que o nazismo fez aos judeus.O Bolsa Ditadura já custou à Viúva US$ 1,5 bilhão.”
Vou terminar aqui. Sem muito tempo e blogger ou pc com problemas.Até.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Os esquerdistas: estes doentes mentais

"Aprendi que um jovem cristão deixa de ser jovem, e há muito não é cristão, quando se deixa seduzir por doutrinas ou ideologias que pregam o ódio e a violência. Aprendi que um jovem começa perigosamente a envelhecer, quando se deixa enganar pelo princípio fácil e cômodo de que 'o fim justifica os meios', quando passa a acreditar que a única esperança para melhorar a sociedade está em promover a luta e o ódio entre grupos sociais, na utopia de uma sociedade sem classes, que se revela bem cedo na criação de novas classes."
(Papa João Paulo II)
Sei que é chato voltar a um assunto o qual prometi abandonar, só que não consigo. Li a notícia abaixo através do blog do Contra, de Gustavo Bezerra. Não me venham dizer que esta tal Liga dos Camponeses Pobres são oprimidos, vítimas do sistema, que não são. São assassinos, sociopatas que receberam doses cavalares de Marx e de doutrinação esquerdista. Pessoas que já tinham desvios e encontraram a justificativa moral para realizar suas perversidades.
Está aí o resultado das pregações de idiotas das nossas Universidades e excrecescências de pseudo-intelectuais. Quando não são os oportunistas picaretas do MST a sangrar o erário público, os não menos picaretas (na sua grande maioria) que recebem o bolsa-ditadura, chegamos a isso abaixo: assassinos. Provavelmente seria o que haveria em 64, se os malucos que estavam esperando Jango tomar o poder pusessem em prática o seu ideário (e não sou eu que falo sozinho, aguardem).
Interessante notar como nesses movimentos pseudo-sociais não observamos a presença de nipo-descendentes ou alemães. Por que será? Talvez porque eles tenham se preocupado em trabalhar da melhor maneira possível e não de se portar de forma vitimista e se aliar em bandos armados.
Sim, nossos esquerdistas de Orkut e blogs são doentes. Dementes. Usam celulares, Internet e tudo que o capitalismo proprorcionou de avanço tecnológico, mas falam mal do capitalismo. Não percebem que os melhores países do mundo são os mais capitalistas. A busca por lucro, leva a massificação dos produtos e sua consequente democratização.
Está aí a razão porque escrevo aqui. Os reacionários da esquerda estão em larga vantagem. Humanistas somos nós que respeitamos a propriedade privada ,sendo que a primeira propriedade privada é o seu próprio corpo, não é a toa que os esquerdistas, quando em sanha ideológica, tiram a vida do próximo. Humanistas, pois, somos nós que respeitamos a vida e respeitamos as liberdades individuais e o livre-arbitrío de cada pessoa.
Eles? Eles são reacionários que ainda não compreenderam o mundo onde vivem. São individualistas que não respeitam a opinião dos outros. Se fossem apenas perfeitos idiotas latino-americanos seria bom. Eles, no seu estágio mais avançado, são assassinos e nada mais.
O Brasil tem guerrilha
ISTOÉ entra na base da Liga dos Camponeses Pobres, um grupo armado com 20 acampamentos em três Estados, que tem nove vezes mais combatentes que o PCdoB na Guerrilha do Araguaia e cujas ações resultaram na morte de 22 pessoas no ano passado
Por ALAN RODRIGUES (TEXTO)
E ALEXANDRE SANT'ANNA (FOTOS) - Buritis (RO)
O barulho de dois tiros de revólver quebrou o silêncio da noite na pacata comunidade rural de Jacilândia, distante 38 quilômetros da cidade de Buritis, Estado de Rondônia. Passava pouco das 22 horas do dia 22 de fevereiro quando três homens encapuzados bloquearam a estrada de terra que liga o lugarejo ao município e friamente executaram à queima-roupa o agricultor Paulo Roberto Garcia. Aos 28 anos, ele tombou com os disparos de revólver calibre 38 na nuca. Dez horas depois do crime, o corpo de Garcia ainda permanecia no local, estirado nos braços de sua mãe, Maria Tereza de Jesus, à espera da polícia. Era o caçula de seus três filhos. Um mês depois do assassinato, o delegado da Polícia Civil de Rondônia que investiga o caso, Iramar Gonçalves, concluiu: "Ele foi assassinado pelos guerrilheiros da LCP."...
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2003/artigo75560-1.htm
terça-feira, 1 de abril de 2008
Hoje é dia do Lula!

Parabéns presimente, hoje é seu dia!
Quem chegar hoje no Brasil e ouvir Lula falar, pensará que antes dele não havia Brasil, morávamos no limbo.
Lula se apropriou da estabilidade econômica obtida com o plano Real (que o PT foi contra, entre outras tantas coisas que hoje eles desfrutam). Aliás a grande virtude de Lula e companhia foi não ter seguido as bobagens que falavam da Economia quando eram oposição. Henrique Meirelles (ex-PSDB) seguiu austero no comando do Banco Central. Aí quem caiu na mentira foram os esquerdistas clássicos, masturbadores verbais do tal "neoliberalismo usurpador".
Quanto ao aspecto de Ética, quem caiu na mentira foram os militontos, ops, militantes do partido.
Lula colhe hoje os doces frutos que foram plantados por seus antecessores. Seja a estabilidade econômica, seja pela pujança da Economia em grande parte pelas privatizações da década passada, seja pelo etanol de cana-de-açúcar dos militares e por aí vai.
A última do presimente botequeiro foi a de falar que ligou pro Bush e disse: "Bush, meu filho. Nós ficamos 26 anos sem crescer,agora que a gente tá crescendo você vem atrapalhar. Resolve tua crise aí".
Mentiroso, fanfarrão e burro.
Graças aos EUA o mundo passou pelos 5 anos de maior prosperidade econômica mundial. A balança econômica norte-americana é negativa. Eles importam, ou consomem, muito mais do que exportam,graças a isso India e China também puderam obter crescimento.
Aliás, os EUA estão tentando amenizar a crise com um programa muito semelhante ao PROER brasileiro da década de 90. Programa esse que o PT foi contra, naturalmente.
Se o Brasil teve baixo crescimento até hoje não pode culpar os americanos, portugueses ou qualquer outro país. Tem que culpar a si próprio.
E o PT com sua arcaica cartilha socialista e postura de obsoletismo ideológico, analfabetismo econômico e oposicão cega e irascível que manteve nos seus mais de 20 anos de oposição, em muito contribuiram para nosso atraso.
Aliás, eu gosto do Lulla. Sempre que ele abre a boca rende boas risadas. Só espero eu não ter que ficar rindo pra não chorar por muito tempo.
1964, a mitologia persiste

Do debate, que quase não há, diga-se de passagem, sobre o golpe (ou contra-golpe como alguns o chamam) de 64, filtra-se a necessidade e o respeito à democracia. A ditadura acabou, ainda bem. Contudo, devemos ser mais argutos e informados sobre o tema para não cairmos em mistificações.
Muitos tentam esvaziar a tese da ameaça comunista, dizendo que foi uma desculpa para a tomada do poder. O caso não é tão simples assim. A ameaça comunista não era tão tênue e um golpe de Estado parecia surgir tanto de um lado quanto de outro. Se não viesse a tal ditadura do proletariado (eufemismo para ditadura comunista) talvez viesse uma reedição do Estado Novo populista (ao invés de Getúlio teríamos João Goulart). Goulart também poderia ser o Kerensky brasileiro, que seria mais tarde engolido pelos radicais bolchevistas.
Não é fácil dizer que caminho tomaríamos, mas o cenário brasileiro e mundial estava muito conturbado naqueles anos de Guerra Fria. Quem, na época, colocaria a mão no fogo por um governante que visitava com admiração a China comunista de Mao Tsé-tung entre outros tantos acenos ao socialismo? O próprio Luis Carlos Prestes, comunista ligado ao Komintern de Moscou e arquiteto da Intentona Comunista de 35, declarou em março de 1964: “Estamos no governo, mas ainda não temos o Poder”.
A classe média reagiu contra a radicalização dos gestos do governo. A Marcha da Família com Deus e pela Liberdade ocorrida em São Paulo, com um público participante estimado em 600 mil pessoas e que depois se espalhou em mais cidades do Brasil foram as maiores manifestações de repúdio ao caos social anunciado pelo governo de João Goulart.
A famosa Revolta dos Marinheiros foi como uma gota num copo d’água lotado. O cabo Anselmo liderou a revolta, sendo o almirante Sílvio Mota, ministro da Marinha, demitido por tentar reprimi-lo. Jango então nomeou para seu lugar o almirante Paulo Mário da Cunha Rodrigues, próximo ao Partido Comunista. A lembrança da Intentona Comunista de 35 na qual militares adeptos do comunismo pegaram em armas e assassinaram companheiros que estavam dormindo se reacendeu nas Forças Armadas, sem falar na evidente quebra da hierarquia militar realizada por Jango.
Por três vezes anteriores ao fato citado,os militares avisaram Jango que não aceitariam desmandos de ordem subversiva. A revista Cruzeiro estampou a foto de Jango após a intervenção militar, com os dizeres: "Caiu de burro".
Eis o contexto do “golpe” de 64, levando-se em conta o cenário internacional da Guerra Fria, principalmente se lembrarmos que havia menos de 3 anos que Fidel pusera-se a favor da URSS.
A ditadura deveria ter acabado antes, sem dúvida. Até Carlos Lacerda e outros tantos que apoiaram a deposição de Jango foram isolados da vida política e depois foram contra o regime militar. A democracia deveria ter vindo já em 1965 ou 1970, mesmo apesar dos guerrilheiros que lutavam não por democracia, mas sim por uma ditadura do proletariado, aos moldes cubanos ou soviéticos, ambas genocidas e totalitárias. Quem tiver dúvidas disso leia “A ditadura envergonhada” de Elio Gaspari.
Jango, Brizola, Arraes e outros podiam não ser comunistas de carteirinha, mas Fidel Castro também não declarava abertamente sua ideologia quando entrou em Havana em 1959.O regime cubano, tão adorado pelos inimigos mais ortodoxos da ditadura brasileira, é responsável por 17 mil mortos. No Brasil morreram 424 pessoas (incluindo guerrilheiros que foram mortos pelos próprios companheiros, os famigerados justiçamentos, tudo em nome da "causa" e do humanismo esquerdista). Nas mesmas proporções, seria admitir que se os inimigos iniciais dos militares de 64 tivessem tomado o poder teríamos mais de 200 mil mortos no período. Parece muito, mas perto dos 100 milhões de mortos do comunismo, a soma não é tão exagerada assim.
Enfim, este tema pode render muitas páginas de texto ou horas de discussão, não é num artigo que se esgota o assunto, há vários nuances a serem abordados. Volto ao início. A democracia se restabeleceu e a saudemos. Só não podemos ser pueris de considerar que havia uma luta do Bem contra o Mal, ou vice-versa. Quem acha que houve isso está se escorando na ignorância e na ingenuidade.
artigo de Rodrigo Constantino que dá boas informações acerca do cenário e fatos que motivaram a deposição de João Goulart:
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2006/12/viva-o-terrorismo.html
domingo, 30 de março de 2008
Apostas e comentários

Tenho algumas apostas de longo prazo com amigos. Três na verdade, e duas são com o Fabricio. A mais próxima é sobre a eleição nos EUA. Ele ia de Mrs. Clinton eu ia de Republicanos, torcia pelo Rudy Giulliani. Na verdade a aposta é Democratas x Republicanos.
Pela impopularidade de Bush, parecia que os democratas levariam fácil. Parecia. John McCain surge empatado tecnicamente. E ele tem me surpreendido,(aliás, nem conhecia ele, óbvio).
McCain parece ser o último herói americano. Vai ser uma eleição interessante pelos personagens. Tá valendo um litro de uísque (ou era uma caixa?não lembro)na aposta.
Para os produtores brasileiros de grãos acho que até que seria melhor os Democratas ganharem (subsídios para o etanol de milho bombando o preço dos grãos no mercado mundial). Mas mesmo assim vou de McCain, e não só pelo uísque.
Yes, we Cain. Mac is back! :D
Mais um ícone a ser quebrado

Ótimo texto de Janer Cristaldo.Está no dia 29 de Março, sábado, 2008 (nao consegui linkar direto pro post, mas só para o blog):
..."Esse é o quarto do casal. Passei a vida a xingar os americanos, mas tudo o que temos é graças ao dinheiro dos imperialistas ianques. Compramos essa casa em 63 com a venda dos direitos de Gabriela para a MGM, rodado 21 anos depois. Cobrei barato, só US$ 100 mil”. A parceria com o inimigo capitalista se revela lucrativa e permite a Amado a realização de outro sonho, morar na Paris que tanto insultou quando marxista: “Em 86, os americanos me pagaram um adiantamento alto pelos direitos de tradução de Tocaia Grande: US$ 250 mil. Juntamos com os guardados de Zélia e compramos nossa mansarda no Marais, em Paris”.
Pois este senhor, que empunhou com entusiasmo as piores e mais assassinas bandeiras do século, que no final da vida confessa sem nenhum pudor seu venalismo, é quem hoje representa o Brasil no Salão do Livro em Paris. Em verdade, tal fato não é espantar: Amado vende à Europa uma imagem que a Europa aceita como sendo a do Brasil...
http://cristaldo.blogspot.com/
sábado, 22 de março de 2008
A nova velha batalha – final
Quais as implicações dessa formação de opinião de caráter socialista e anticapitalista? Há quem possa dizer que tal visão não conduz a prejuízos ou atraso em si. A própria realidade do mundo se encarregaria de colocar as coisas em ordem. Mais cedo ou mais tarde nossos revolucionários românticos têm que se prover e entrar no mercado de trabalho de uma forma ou de outra. O mundo da exploração da mais-valia de Marx, rapidamente se transforma no mundo das trocas voluntárias de Adam Smith.
Também a doutrinacão ideológica em sala de aula tem seu alcance limitado. Alguns só se lembram do be-a-bá anticapitalista até a prova final, depois tudo se torna chato e aborrecido. A maioria dos alunos só considera os professores de discurso marxista uns comunistas chatos, mas alguns levam a sério suas palavras, esses vão demorar até mudar de pensamento.
Pode ser que não estejamos na iminência de nenhuma revolução (talvez só da capitalista), nem mesmo da revolução Gramcista (Gramsci, o comunista italiano, é um dos autores mais citados nos ambientes acadêmicos. Sua estratégia era a de tomar o poder modificando o senso comum, ou seja, a opinião das pessoas, via aparato cultural e midiático), mas sem dúvida sofremos influência dessa formação crítica de viés socialista. E ela está permeada em livros, filmes, revistas, etc.
O maior prejuízo penso eu, seria para a própria pessoa altamente crédula na ideologia e que entra em angústia de viver num mundo que dificilmente mudará da forma que ela pensa que seria ideal. Parece exagero e eu mesmo não acreditei, mas recentemente ouvi fortuitamente a conversa entre dois jovens professores de História. Um falou que convocava claramente seus alunos para militância anticapitalista. Pelo vocabulário dos dois me senti em plena Moscou de 1917.
O que um sujeito como esse vai conseguir? Nada, obviamente. Somente frustração ou talvez pior, algum tipo de incitação à violência. Sinceramente, não tive professores tão exagerados assim, ainda bem.
Quais as outras implicações? Daria uma nova lista, mas sucintamente cito algumas:
Também a doutrinacão ideológica em sala de aula tem seu alcance limitado. Alguns só se lembram do be-a-bá anticapitalista até a prova final, depois tudo se torna chato e aborrecido. A maioria dos alunos só considera os professores de discurso marxista uns comunistas chatos, mas alguns levam a sério suas palavras, esses vão demorar até mudar de pensamento.
Pode ser que não estejamos na iminência de nenhuma revolução (talvez só da capitalista), nem mesmo da revolução Gramcista (Gramsci, o comunista italiano, é um dos autores mais citados nos ambientes acadêmicos. Sua estratégia era a de tomar o poder modificando o senso comum, ou seja, a opinião das pessoas, via aparato cultural e midiático), mas sem dúvida sofremos influência dessa formação crítica de viés socialista. E ela está permeada em livros, filmes, revistas, etc.
O maior prejuízo penso eu, seria para a própria pessoa altamente crédula na ideologia e que entra em angústia de viver num mundo que dificilmente mudará da forma que ela pensa que seria ideal. Parece exagero e eu mesmo não acreditei, mas recentemente ouvi fortuitamente a conversa entre dois jovens professores de História. Um falou que convocava claramente seus alunos para militância anticapitalista. Pelo vocabulário dos dois me senti em plena Moscou de 1917.
O que um sujeito como esse vai conseguir? Nada, obviamente. Somente frustração ou talvez pior, algum tipo de incitação à violência. Sinceramente, não tive professores tão exagerados assim, ainda bem.
Quais as outras implicações? Daria uma nova lista, mas sucintamente cito algumas:
-não prepara-se a juventude para a realidade de um mundo competitivo e pior, não estimula-se uma mentalidade de caráter empreendedor, haja visto a satanização das relações entre empregador e empregado
-não criamos uma sociedade com pessoas responsáveis, pró-ativas e conscientes de deveres e direitos, mas apenas de exploradores e explorados, vítimas e vitimizadores, incentivando o “coitadismo”.
-desvia-se o foco das reais soluções para os problemas sociais.
-oportunistas montam movimentos pseudo-sociais desviando dinheiro público.
- a mentalidade anticapitalista ocasiona mais atraso e exclusão social.
-favorece-se a demagogia política.
-criam-se burocracias e até perseguição à atividade produtiva, principalmente de âmbito jurídico.
-pouca pluralidade de pensamento acadêmico, surgimento da “unanimidade burra”.
Haveriam muitos outros que se listar. Neste texto, findo por aqui.
Qual a solução para isso? Acho que nenhuma. Tenho a impressão que daqui a 50 anos se entrarmos num curso destes que estou criticando vamos ouvir as mesmas bazófias de hoje. Acho pior ainda que cursos como Administração e Economia que poderiam entrar no debate, de certa forma “defendendo” o capitalismo, não fazem isso, apenas assistem a espoliação verbal, quando não consentem ou até endossam as críticas negativas.
Mas vá lá, vou deixar algumas sugestões, principalmente para os que estiverem adentrando a área de Humanas ou para os que, como eu, se sentirem caluniados ao serem vítimas das acusações dessa turma.
Procurem algumas leituras diferentes. Basicamente estuda-se o triunvirato Marx-Hegel-Gramsci, todos de um viés semelhante. A fonte alternativa mais fácil seria a Internet, com certeza. Mas algumas obras literárias são altamente indicadas. Os dois livros de Álvaro Vargas Llosa e outros, intitulados “Manual do perfeito idiota latinoamericano” e “A volta do Idiota”, seriam bons iniciadores. Na segunda obra há até uma lista de livros para desidiotizar-se, o que já serve de boa sugestão para os que quiserem se servir de um pouco mais de pluralidade de pensamento.
Para adiantar aos curiosos sugiro a leitura de autores como: Mises, Hayek, Milton Friedman, Alexis de Tocqueville, Max Weber, Bohm-Bawerk, Joseph Schumpter, Jean François-Revel, Carlos Rangel, Karl Popper, George Orwell, Guy Sorman, Roberto Campos e Meira Penna. Há outros autores brasileiros mais atuais, alguns polemistas entre eles, de modo que basta interagir um pouco no meio da área para se conhecê-los.
Boa parte dos autores citados acima são liberais, dos poucos considerados social-democratas que conheço recomendaria John Maynard Keynes e John Kenneth Galbraith. Independente de rótulos, todos autores fornecem mais subsídios e críticas para os lugares-comum do pensamento socialista e das críticas anticapitalistas arraigadas no meio acadêmico.
Também deve-se conhecer devidamente as barbáries dos regimes comunistas (mais genocidas que o nazismo), através do Livro Negro do Comunismo.
Os debates nas universidades, como disse Roberto Campos, parece que geram mais calor do que luz, de forma que infelizmente não parecem ser meios tão eficazes numa mudança de paradigmas. Retomo o lembrete então. Acessem os blogs e comunidades políticas da Internet, eles provirão muito material, sem dúvida.
O que espero com essa série de textos? Sou um pouco mais realista do que o professor que citei. Não espero nada. Apenas os fiz para matar a minha própria curiosidade. Elementar meu caro.
Foto: Charge de Faculdade marxista, ou seja, todas as brasileiras.
A nova velha batalha – parte 2

No primeiro texto listei algumas causas da existência de um pensamento anacrônico na Academia brasileira. Cada comentário abaixo pode render mais páginas de texto, mas penso que estas informações expostas já podem servir como uma introdução ao assunto ou, pelo menos, como um resumo.
1ºA desigualdade social no país.
1ºA desigualdade social no país.
Uns com muito, outros com nada. Esta observação é a que leva muitas pessoas a questionarem o sistema em que vivemos. Num primeiro momento inclina-se a culpar os que estão, teoricamente, no topo da pirâmide. Há bastante o que se escrever sobre o tema. Para resumir penso que o problema não é a desigualdade em si, afinal de contas não somos clones, somos desiguais em altura, peso, costumes, crenças, etc. Há desigualdade financeira até entre os milionários e multimilionários.
O problema em si é a pobreza e a miséria, e até hoje no mundo quem conseguiu minimizar isto, foi a lógica capitalista, e não por altruísmo ou benevolência, mas sim por sua busca pelo lucro e eficiência.
No Brasil, estamos há pouco mais de uma década num ambiente capitalista de estabilidade econômica, condição sine qua non para melhorias econômicas e sociais. Os governos militares e os dois primeiros da Nova República não souberam optar por um modelo de desenvolvimento sustentável.
A errônea percepção das causas para a pobreza e uma visão extremamente focada numa desigualdade que sempre existirá (até entre os ricos, como falei), fez com que se cultivasse a mitologia esquerdista anticapitalista e esta se entranhou no nosso meio acadêmico, mesmo diante do fracasso em todo lugar do planeta em que ela foi posta em prática.
2ºO apelo emocional simplista inerente de cada pessoa
Independente de qualquer pré-concepção, toda pessoa, ou pelo menos quase toda, tende a simpatizar ou se solidarizar com o lado mais fraco ou, aparentemente, mais indefeso de alguma questão. Isso desde que ela não faça parte de um dos grupos. Ou seja, a pessoa que emite a opinião não pertence ao grupo “mais forte” ou ao grupo “mais fraco”.
Numa alegoria futebolística seria o de perceber que num jogo entre Real Madri e Madureira, a grande massa de pessoas que não são torcedoras habituais de nenhum dos times vão optar, nesse caso, em se torcer pelo Madureira, o mais fraco.
Desta forma os pobres vão ter um suporte de defesa intelectual muito maior e mais aceito do que qualquer um que tenha condições financeiras satisfatórias, independente do mérito ou das razões para isso.
Isto pode ser considerado nobre e humano, mas alguns desvios e exageros nessa visão podem conduzir a erros crassos e mesmos, bestiais e injustos. Desta forma o antigo discurso comunista, agora transvestido de severa crítica anticapitalista me faz lembrar uma fala do francês Alain Besançon:
“O comunismo é mais perverso que o nazismo porque ele não pede ao homem que atue conscientemente como um criminoso, mas, ao contrário, se serve do espírito de justiça e de bondade que se estendeu por toda a terra, para difundir em toda a terra o mal. Cada experiência comunista é recomeçada na inocência.”
3ºO regime militar.
3ºO regime militar.
O regime militar foi inicialmente claramente anticomunista. Mistura-se aí o argumento dos que dizem que não havia ameaça nenhuma (o que é mentira) e que foi apenas oportunismo e reacionarismo das elites e outros que simplesmente acham que a deposição de Jango foi necessária, mas que o regime militar se alongou demais.
De qualquer forma o regime é visto como de “direita”, contrário à liberdade política e busca por melhorias sociais. Na realidade, o regime militar teve seu lado bom e seu lado ruim.
Contudo no meio acadêmico, que já era dominado por idéias de esquerda, o combate ideológico à ditadura foi constante. O próprio general Golbery estimulou isso com sua teoria da “panela de pressão”, na qual segundo ele, a insatisfação de alguns setores da sociedade poderia ser externada num ambiente que em primeira instância não representaria risco real, e serviria de certa forma para acalmar os ânimos.
O debate acadêmico ficou calado ou monotemático (Abaixo a ditadura!), e com exceção de alguns intelectuais (já contrários ao regime militar, mas não de idéias de esquerda) que se contavam nos dedos de uma única mão, toda massa crítica acadêmica se inclinou à esquerda.
4ºA média da origem social/econômica dos alunos de Humanas, em especial da área de Sociais.
4ºA média da origem social/econômica dos alunos de Humanas, em especial da área de Sociais.
Em geral estes alunos são provenientes da classe média, média baixa e mais recentemente até mesmo da classe C. Os cursos são menos concorridos, com maior facilidade de ingresso e, geralmente, de uma remuneração profissional média um pouco mais baixa.
Soa bem e “pega fácil”, portanto, o discurso marxista de luta de classes e as razões para a existência da pobreza e, mais importante, o porquê de eles próprios não estarem em melhores condições na pirâmide social.
5ºA falta de reciclagem dos professores.
Esta talvez seja a mais fácil, pois acomete qualquer curso do ensino superior. Professores que se acomodam e repetem as mesmas aulas e ensinamentos por décadas. Em algumas áreas isso não interfere tanto mesmo, afinal certos setores do conhecimento são imutáveis, contudo a área de Humanas permite várias abordagens. Mesmo que a imparcialidade seja difícil, o mínimo a ser esperado é a pluralidade de pensamento.
O que vemos então são professores repetindo as mesmas aulas da década de 60 e 70, com um capitalismo na vida real que já está a anos-luz do que eles apregoam em salas de aula. Já as críticas ao socialismo/comunismo (que alguns chegam a ardilosamente chamar de capitalismo de Estado) e à social-democracia (que alguns nem sabem do se trata) são superficiais ou inexistentes.
6ºA produção humanística, em geral, é marginal a uma sociedade de consumo.
Esta tese foi citada por Rodrigo Constantino, numa resenha sobre o livro “Ocidentalismo: o Ocidente aos olhos de seus inimigos” de Ian Buruma e Avishai Margalit. Segundo eles, o intelectual médio sente que em uma cultura comercial, o papel dos filósofos e dos literatos é, na melhor das hipóteses, marginal. Os temores e preconceitos afetam as idéias dos intelectuais urbanos, que se sentem deslocados num mundo de comércio em massa, tipicamente moldado nos países ocidentais.
Pode-se observar que a tentativa de muitos intelectuais talvez tenha sido apenas a de contrabalancear em primeira instância alguns sentimentos naturais das pessoas em busca de recursos financeiros e materiais, em detrimento de outros valores da vida.
Alguns que exageraram na “visão crítica”, na tentativa de reformar os homens (como se apenas os intelectuais tivessem a sabedoria para conhecer o caminho da salvação e os verdadeiros interesses individuais) pariram idéias revolucionárias que derramaram oceanos de sangue. As massas foram cobaias desses cruéis experimentos.
Os intelectuais querendo fazer críticas construtivas à sociedade, na verdade prestaram um desserviço à Humanidade. A sociedade de consumo não é algo vil ou meticulosamente planejado, mas sim uma conseqüência natural do crescimento populacional.
Nos antigos regimes comunistas aboliram-se as marcas dos produtos. Havia só um fabricante de xampu, um só tipo de TV, peças de vestuário com pouca variação e por aí vai. O desestímulo à competição e à preferência do mercado, que nada mais é do que o gosto popular teve resultados no mínimo catastróficos.
O livro “O pensamento anticapitalista” de Ludwig von Mises também dá bons subsídios à questão.
Foto1: Jovem alemão destruindo o Muro de Berlim, ou Muro da Vergonha
Foto2: Charge criada pelos cubanos que vivem nos EUA, de como eles vêem os apoiadores do regime de Castro. Nossos inocentes úteis desconhecem o significado da foto 1 e apoiam Castro.
A nova velha batalha – parte 1

Quem freqüenta a Internet, mais precisamente os blogs políticos e comunidades afins do Orkut, sabe que ela é palco de uma polarização Esquerda vs. Direita, ou vice-versa. A própria Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre a questão no ano passado. O debate dos tempos da Guerra Fria está quente no mundo virtual. Definir “esquerda” e “direita” num mundo pós-queda Muro de Berlim não é tarefa fácil, e nem tentarei fazê-lo no presente texto. Aliás, estes rótulos já até foram dados como extintos, mas curiosamente ressurgiram recentemente, de modo que abordarei algumas razões para o fato.
Penso que um dos motivos deste atual embate virtual é o fato da área de Humanas, nas Universidades, ser hegemonicamente dominada pelo pensamento esquerdista há décadas, consequentemente isto foi disseminado em salas de aula, meios de comunicação, livros, filmes, etc. De modo que quem discordava dessas idéias somente encontrou melhor vazão de opiniões agora, na Internet.
“Reacionário”, “elitista”, “insensível”, “direitista” (em tom pejorativo) e até “alienado” são singelas alcunhas dirigidas aos discordantes da esquerda. Já as áreas de Exatas e Biológicas, no geral, nem tomam conhecimento de tal conflito de idéias.
São alvo do desprezo das esquerdas a maior rede de TV do país e a revista de maior circulação nacional. Quanto à rede de TV, a raiva é praticamente injustificada. Talvez quisessem que ela servisse mais à doutrinação ideológica do que ao entretenimento fácil. Já quanto à revista, esta sim toma frente no debate. Há até colunistas dissonantes, mas a linha editorial geral tem sido claramente contrária ao pensamento esquerdista. E ressalvo o seguinte, não é uma parcialidade desonesta, mas sim uma posição calcada em fatos e opiniões embasadas e procedentes.
Nos ambientes acadêmicos ninguém se declara comunista (na prática não são mesmo), apenas são “críticos” da atual conjuntura social. É pena que a tal visão crítica seja eufemismo para uma visão maniqueísta e marxista. Experimentem falar com algum aluno de cursos como História, Geografia ou Ciências Sociais. Todos lutam contra a exploração capitalista sem saber que repetem os chavões dos comunistas dos séculos 19 e 20.
Há uma confusão nos argumentos e críticas dos esquerdistas quanto a que modelo político-econômico eleger. Ou seja, há críticas ao sistema vigente, mas escassas soluções viáveis e já testadas a serem seguidas.
No mundo moderno tivemos 3 sistemas: o capitalismo que sempre vai ser mais ou menos influenciado pelo Estado, daí a ser chamado de mais ou menos liberal; a social-democracia, de base capitalista, mas na qual o Estado é muito presente na Economia, ajudando de um lado e atrapalhando de outro; e o comunismo que chega a ser ridículo de ser citado diante do seu fracasso, embora pareça que até hoje os críticos do capitalismo demonstram que não entenderam as falhas intrínsecas de tal sistema.
O capitalismo nem é fruto de uma engenharia social, como no caso do comuno/socialismo, que chegaram a nomear de científico, mas sim de um constante ajuste de tentativa e erro, onde a dinâmica dos grupos tende a levar a um relativo equilíbrio e evolução.
Deixando um pouco essa superficial explanação de lado, eu pergunto: qual o motivo de se haver um pensamento esquerdista tão incrustrado na academia brasileira e em dissonância com a realidade do mundo?
Sim, pois um bom exemplo dessa realidade que cito, seriam duas ilhas: Cuba e Japão. A primeira com um regime comunista e geograficamente próxima de um gigante capitalista (EUA). Foi apoiada por um país comunista (ex-URSS). Constituiu-se uma vitrine do sistema comunista. A segunda ilha com um regime capitalista liberal e geograficamente próxima de um gigante comunista (China). Foi apoiada por um país capitalista (EUA). Também serviu como uma vitrine capitalista.
Numa ilha o povo foge em pequenas barcaças e alguns chegam a ser fuzilados quando recapturados pela guarda do seu país. Dados de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) são fornecidos unicamente pelo governo. É uma ditadura há quase 50 anos. Os carros são todos ainda da década de 50. Uma das menores economias do da América Latina.
Na outra ilha, trabalhadores do mundo inteiro migram para lá. O IDH é muitíssimo superior e os dados são auditado por organismos internacionais. É uma democracia. Possui o maior percentual de carros Rolls-Royce per capita do mundo. Terceira economia do mundo.
Dispensável dizer qual é qual, não? Isto que deixei alguns dados interessantes de fora.
Ah sim, quando citam a pobreza no Brasil e de outras partes do mundo e atribuem isto ao capitalismo, é justo o contrário. É da falta de capitalismo que surge a pobreza. Observem o ranking Heritage de Liberdade Econômica e verifiquem isso. Mais simples ainda é observar a correlação entre crescimento econômico, desemprego, renda e IDH.
Ou seja, não há o que negar no fracasso das idéias advindas de Marx e das críticas clássicas ao capitalismo. O que alimenta este pensamento nas Universidades então? Vou listar alguns motivos que penso serem relevantes:
1ºA desigualdade social no país.
2ºO apelo emocional simplista
3ºO regime militar.
4ºA média da origem social/econômica dos alunos de Humanas, em especial da área de Sociais.
5ºA falta de reciclagem dos professores.
6ºA produção humanística, em geral, é marginal a uma sociedade de consumo.
Para não me alongar e respeitar o subtítulo do artigo, finalizo por aqui e comento os ítens enumerados em um próximo texto. Não tenho a intenção de fazer nenhum tratado sociológico, longe disso, mas apenas de tentar esclarecer os motivos de alguns fatos atuais.
Penso que um dos motivos deste atual embate virtual é o fato da área de Humanas, nas Universidades, ser hegemonicamente dominada pelo pensamento esquerdista há décadas, consequentemente isto foi disseminado em salas de aula, meios de comunicação, livros, filmes, etc. De modo que quem discordava dessas idéias somente encontrou melhor vazão de opiniões agora, na Internet.
“Reacionário”, “elitista”, “insensível”, “direitista” (em tom pejorativo) e até “alienado” são singelas alcunhas dirigidas aos discordantes da esquerda. Já as áreas de Exatas e Biológicas, no geral, nem tomam conhecimento de tal conflito de idéias.
São alvo do desprezo das esquerdas a maior rede de TV do país e a revista de maior circulação nacional. Quanto à rede de TV, a raiva é praticamente injustificada. Talvez quisessem que ela servisse mais à doutrinação ideológica do que ao entretenimento fácil. Já quanto à revista, esta sim toma frente no debate. Há até colunistas dissonantes, mas a linha editorial geral tem sido claramente contrária ao pensamento esquerdista. E ressalvo o seguinte, não é uma parcialidade desonesta, mas sim uma posição calcada em fatos e opiniões embasadas e procedentes.
Nos ambientes acadêmicos ninguém se declara comunista (na prática não são mesmo), apenas são “críticos” da atual conjuntura social. É pena que a tal visão crítica seja eufemismo para uma visão maniqueísta e marxista. Experimentem falar com algum aluno de cursos como História, Geografia ou Ciências Sociais. Todos lutam contra a exploração capitalista sem saber que repetem os chavões dos comunistas dos séculos 19 e 20.
Há uma confusão nos argumentos e críticas dos esquerdistas quanto a que modelo político-econômico eleger. Ou seja, há críticas ao sistema vigente, mas escassas soluções viáveis e já testadas a serem seguidas.
No mundo moderno tivemos 3 sistemas: o capitalismo que sempre vai ser mais ou menos influenciado pelo Estado, daí a ser chamado de mais ou menos liberal; a social-democracia, de base capitalista, mas na qual o Estado é muito presente na Economia, ajudando de um lado e atrapalhando de outro; e o comunismo que chega a ser ridículo de ser citado diante do seu fracasso, embora pareça que até hoje os críticos do capitalismo demonstram que não entenderam as falhas intrínsecas de tal sistema.
O capitalismo nem é fruto de uma engenharia social, como no caso do comuno/socialismo, que chegaram a nomear de científico, mas sim de um constante ajuste de tentativa e erro, onde a dinâmica dos grupos tende a levar a um relativo equilíbrio e evolução.
Deixando um pouco essa superficial explanação de lado, eu pergunto: qual o motivo de se haver um pensamento esquerdista tão incrustrado na academia brasileira e em dissonância com a realidade do mundo?
Sim, pois um bom exemplo dessa realidade que cito, seriam duas ilhas: Cuba e Japão. A primeira com um regime comunista e geograficamente próxima de um gigante capitalista (EUA). Foi apoiada por um país comunista (ex-URSS). Constituiu-se uma vitrine do sistema comunista. A segunda ilha com um regime capitalista liberal e geograficamente próxima de um gigante comunista (China). Foi apoiada por um país capitalista (EUA). Também serviu como uma vitrine capitalista.
Numa ilha o povo foge em pequenas barcaças e alguns chegam a ser fuzilados quando recapturados pela guarda do seu país. Dados de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) são fornecidos unicamente pelo governo. É uma ditadura há quase 50 anos. Os carros são todos ainda da década de 50. Uma das menores economias do da América Latina.
Na outra ilha, trabalhadores do mundo inteiro migram para lá. O IDH é muitíssimo superior e os dados são auditado por organismos internacionais. É uma democracia. Possui o maior percentual de carros Rolls-Royce per capita do mundo. Terceira economia do mundo.
Dispensável dizer qual é qual, não? Isto que deixei alguns dados interessantes de fora.
Ah sim, quando citam a pobreza no Brasil e de outras partes do mundo e atribuem isto ao capitalismo, é justo o contrário. É da falta de capitalismo que surge a pobreza. Observem o ranking Heritage de Liberdade Econômica e verifiquem isso. Mais simples ainda é observar a correlação entre crescimento econômico, desemprego, renda e IDH.
Ou seja, não há o que negar no fracasso das idéias advindas de Marx e das críticas clássicas ao capitalismo. O que alimenta este pensamento nas Universidades então? Vou listar alguns motivos que penso serem relevantes:
1ºA desigualdade social no país.
2ºO apelo emocional simplista
3ºO regime militar.
4ºA média da origem social/econômica dos alunos de Humanas, em especial da área de Sociais.
5ºA falta de reciclagem dos professores.
6ºA produção humanística, em geral, é marginal a uma sociedade de consumo.
Para não me alongar e respeitar o subtítulo do artigo, finalizo por aqui e comento os ítens enumerados em um próximo texto. Não tenho a intenção de fazer nenhum tratado sociológico, longe disso, mas apenas de tentar esclarecer os motivos de alguns fatos atuais.
Obs: Foto 1: Vista do Muro de Berlim do lado ocidental, capitalista e democrático (com pinturas e alegre); e do lado oriental, socialista e ditatorial (cinzento e lúgubre)
Foto 2: A liberdade acima da autoridade fardada: até o guarda da fronteira é um ser oprimido.Conrad Schuman não resiste e foge no dia 15 de agosto de 1961, pulando a cerca divisória da cidade. Encontra a liberdade.
Fonte: Blog Realismo Socialista
Retomando e explicando

Quem leu os primórdios desse blog sabe que ele se deve em grande parte a minha surpresa de se haver tanto pensamento anacrônico e vindo de pessoas que já deveriam ter idéias mais lúcidas. Não é um blog de assuntos técnicos ou profissionais, nem de assuntos pessoais. Em 2006 me fartei de assuntos técnicos (mestrado), a Internet foi um meio de "escapismo" vamos dizer assim. Então em meados de 2007 resolvi registrar alguns textos que eu julgava serem relevantes.
Não sou especialista, tecnicamente estava fora da minha área. Mas como fui alvo de críticas, também critiquei. Pois bem. Acho que já escrevi um consideravelmente sobre o tema (político-ideológico). E julgo que já posso sair do assunto. Nãããão sem antes deixar 3 textos que também julgo procedentes.
Nem me atrevo em sepultar as falácias com eles. Diariamente pelos noticiários continuaremos ouvindo-as. Mas pelo menos fiz minha parte, e volta e meia darei meus pontapés por aí, mas com educação.
Porque me delonguei nesta explicação? Estive no blog da amiga de uma amiga como já disse. Debati um pouco lá. Parece ser um tanto inútil, talvez seja mesmo, e nem tenho tempo pra isso. Deixo o texto aqui, disponibilizo links, sugestiono leituras. Tá bom. E é pra ela e pra outros com as mesmas idéias que escrevi. Não me apraz jornalistas defendendo um país em que só há um organismo controlador dos meios de comunicação, não há liberdade de imprensa e o jornal impresso estatal é usado como papel higiênico, tamanha a penúria que o povo se encontra.
À Cataneo, músico cubano que ao ver Fidel entrando em La Habana, proferiu as palavras: "Só se salvarão os que souberem nadar." Desde então é chamado de O Profeta. E à poetisa cubana Maria Elena da Cruz Varela que foi agarrada pelos cabelos, arrastada escada abaixo e obrigada a engolir os poemas recém-escritos que pediam por democracia aos berros de "Que te sangre a boca, que te sangre a boca!". E a tantos outros oprimidos pelo regime dedico os próximos textos.
Também aos nossos inocentes úteis, que espero que logo em seguida aos próximos 3 textos, considerem este blog desimportante por não voltar no assunto que tanto mexe com suas emoções.
Obs: Fotos de balseiros cubanos. 30mil pessoas se lançaram ao mar rumo a Flórida somente em Agosto de 1994.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968
Por: Elio Gaspari
Daqui a oito dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)
Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada.
Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.
A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$ 400 mil de pagamentos atrasados.Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa.
Tudo isso antes do AI-5.Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o "Diógenes do PT". Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.
Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que re- vê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.)Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/03/uma-coluna-de-elio-gaspari.html
Daqui a oito dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)
Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada.
Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.
A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$ 400 mil de pagamentos atrasados.Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa.
Tudo isso antes do AI-5.Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o "Diógenes do PT". Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.
Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que re- vê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.)Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/03/uma-coluna-de-elio-gaspari.html
Voltei
Há dias sem postar. Acho que cada vez mais vou me alongar nisso. Há salário para fazedores de blog como eu? Pra poucos.
Muito pra se esecrever, mas pouca paciência, que pena. Mas vamos lá.
Andei enchendo o saco no blog da amiga de uma amiga. Algumas postagens apenas. Vou reproduzir um texto de Elio gaspari na sequencia, vai melhorar o debate por lá também, já que muitos visitaram este blog depois que andei por lá.
Na verdade acho que sou um dos únicos que participa de um debate com este pessoal e em discordância com eles. A maioria simplesmente ignora ou acha que são bobagens, mas não argumentam. Tenho uma sequencia de 3 textos que analiso o assunto. Colocarei em breve.
Este fim de semana vai haver um curso sobre Gestão de Pessoas na Empresa Pecuária. Já fiz até uma comunidade pro evento. Se alguém de vocês passar por aqui dê um alô. O blog é relativamente novo e eu já estou até diminuindo o ritmo de postagens, talvez surjam algumas novas idéias para colocar aqui, com a participação de vocês.
Próximo post então.
Muito pra se esecrever, mas pouca paciência, que pena. Mas vamos lá.
Andei enchendo o saco no blog da amiga de uma amiga. Algumas postagens apenas. Vou reproduzir um texto de Elio gaspari na sequencia, vai melhorar o debate por lá também, já que muitos visitaram este blog depois que andei por lá.
Na verdade acho que sou um dos únicos que participa de um debate com este pessoal e em discordância com eles. A maioria simplesmente ignora ou acha que são bobagens, mas não argumentam. Tenho uma sequencia de 3 textos que analiso o assunto. Colocarei em breve.
Este fim de semana vai haver um curso sobre Gestão de Pessoas na Empresa Pecuária. Já fiz até uma comunidade pro evento. Se alguém de vocês passar por aqui dê um alô. O blog é relativamente novo e eu já estou até diminuindo o ritmo de postagens, talvez surjam algumas novas idéias para colocar aqui, com a participação de vocês.
Próximo post então.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Impostos impróprios

Uma celeuma estabeleceu-se na última reunião geral dos associados da Novilho Precoce - MS. O presidente Nédson Rodrigues, ao explanar as ações da diretoria em 2007 citou que havia proposto para o governador André Puccinelli que se usasse recursos do FUNDERSUL para promoção do marketing da carne bovina. Alguns no auditório já se puseram contra, pois estaria-se endossando um imposto o qual julgam improcedente.
O deputado Ari Rigo, que estava presente como associado, tomou a palavra em seguida e defendeu o FUNDERSUL. Disse que até outros estados estavam copiando a idéia, que quem não quisesse pagar não pagava, mas deveria recolher um outro imposto (não me recordo qual agora, são tantos...), e que estavam estudando a cobrança do FUNDERSUL para as usinas de cana.
Concordo com o marketing da carne bovina, como Nédson demonstrou obteve-se incremento significativo no consumo de carne com algumas ações de marketing por parte da Associação. Só que em minha opinião este marketing deveria ser patrocinado pelo recolhimento anual dos produtores para CNA.
Quantos milhões não se arrecada desta “contribuição obrigatória”, eufemismo para imposto sindical obrigatório, que os proprietários rurais pagam e vêem migrar para sede da CNA em Brasília? É um dinheiro que a CNA, Federações da Agricultura e Sindicatos Rurais deveriam ter uma pauta em comum para seu uso. O marketing da carne e de toda cadeia produtiva do agronegócio seria um ítem fundamental nisso.
Quanto ao deputado Ari Rigo, fez-me rir o argumento de que outros estados estavam copiando a “boa idéia” do FUNDERSUL. Lembrei-me de Adam Smith que disse: “Não há nada que um governo aprenda mais rápido com outro do que a cobrança de impostos.”.
Talvez por isso os anglo-saxões, mais apegados aos ensinamentos de Adam Smith e dos fundamentos do capitalismo, possuam nações mais prósperas que a nossa. Os anglo-saxões sempre desconfiaram da ameaça do poder outorgado aos governantes, por isso sempre quiseram limitá-los. Nisto está uma premissa do que eles chamam de Liberdade.
Independente de sigla partidária ou matiz ideológico, os governos brasileiros avançam sobre o bolso do contribuinte. O problema com o FUNDERSUL não é nem a existência dele, mas sim o seu mau uso. Paga-se o tributo e pouco se vê de retorno. Não foram poucas pessoas na referida reunião que negaram as tais melhorias na nossa malha viária que o deputado Ari Rigo mencionava.
O próprio governo passado admitiu que o FUNDERSUL estava sendo usado para cobrir outros gastos públicos. Quando desvia-se um recurso específico (como no caso do FUNDERSUL que foi criado para manutenção das estradas) para cobrir um outro gasto público, já não é um ato correto, mas pior ainda é quando se desvia para um gasto privado, ou até mesmo ilícito, tipo mensalões, cartões corporativos e outros mais. É por esse mau uso do dinheiro público que a classe política já não tem a menor credibilidade ao reivindicar mais impostos.
Os recursos do FUNDERSUL não deveriam ser geridos exclusivamente pela administração pública. Como um Fundo de arrecadação, ele deve sim ser recolhido pela AGENFA, mas administrado por entidades ligadas ao Agronegócio, tais como sindicatos rurais, associações de produtores da mesma região ou algo do tipo. Contratariam-se então empresas prestadoras de serviço para manutenção das estradas. O imposto ficaria no aval dos que arrecadam e seria gerido o mais tecnicamente possível.
A despeito de toda confiança que o atual governador André Puccinelli é digno de possuir com a classe rural, a mantença desse imposto nas mãos do governo dificilmente trará a melhor eficiência no seu uso. Se minha proposta é de uma viabilidade política improvável, ao menos que parte do imposto seja repassado diretamente para o controle das entidades de classe ou similares.
Ao fim da reunião da Novilho Precoce – MS, premiou-se os melhores produtores do ano. O deputado Ari Rigo estava entre eles. Ao receber o prêmio, ele justamente dedicou à equipe de veterinários da consultoria rural que lhe assessora. Sua fazenda é administrada por técnicos. É uma boa idéia deputado, talvez devêssemos fazer o mesmo com alguns impostos.
Publicado pelo Correio do Estado, no dia 19/02/08
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Algozes de si mesmos
Por: José Pessoa Generoso (texto muito interessante recebido por e-mail)Enquanto a sociedade não se desvencilhar das amarras do politicamente correto e de um desvio ideológico construído por décadas, ela será alvo de si mesma. Difícil compreender? Vou dar um só exemplo para a questão.
Os fatos:
Tivemos há algumas semanas atrás bloqueios em rodovias do MS por parte de integrantes do MST. Eram contrários à troca do presidente do INCRA, Luiz Carlos Bonelli, que está sob graves acusações de desvio de dinheiro público. As lideranças do MST alegam que o processo de assentamento irá atrasar com a mudança no INCRA. O senador Valter Pereira está indicando para o cargo o professor Flodoaldo Alencar, notório participante de organizações cooperativistas.
Algumas perguntas e respostas óbvias:
Alguém já viu algum produtor rural fazendo piquete pela mudança do ministro da agricultura? Nunca.
Eles queriam terra, financiamento ou assistência técnica? De maneira nenhuma, simplesmente protestando contra a troca de um cargo que está sendo ocupado por uma pessoa no mínimo suspeita.
Isto é motivo para infringir o direito de ir e vir dos cidadãos que trafegam nas rodovias? Penso que não.
Um chefe de órgão público que está com graves acusações de desvio de dinheiro deve ser mantido no cargo, seguindo no comando das verbas? Espero que não.
O médico veterinário e professor Flodoaldo Alencar, que é especialista em cooperativismo, tem credenciais para assumir o INCRA? Todas. A reforma agrária deveria ter sido feita desde o início por técnicos e pessoas da área rural e não por oportunistas ou malucos ideológicos.
O processo de assentamento será atrasado por isso? Penso que não. E se este atraso representar menos desvio (leia-se “roubo”) de dinheiro público, então ele será necessário.
Então vamos ao filtro:
As lideranças do MST têm uma estreita ligação com alguns chefes do INCRA. É através do INCRA que se procedem as desapropriações, indenizações aos proprietários rurais e todo dinheiro canalizado para reforma agrária. Um presidente que não faça parte da turminha dessas lideranças dificilmente vai facilitar algum tipo de desvio de recurso.
Já houve algum desvio da reforma agrária? Na CPMI da Terra, que talvez não tenha sido tão noticiada haja vista a quantidade de CPIs que tivemos nos últimos anos, (procurem na Internet o artigo “Podridão agrária” de Xico Graziano), falava-se em somas milionárias. 41 milhões por um ralo, 18 milhões por outro e por aí vai. São assombrosos os valores que saíram do erário público e misteriosamente sumiram no caminho.
O que estas lideranças que vislumbram um rio de dinheiro via INCRA então fazem quando se sentem ameaçadas? Mobilizam a massa ignara às estradas. De duas formas: ou influenciam incutindo insegurança quanto à obtenção dos lotes ou simplesmente chantageiam os que lá não forem protestar. No atual caso do MS até o recurso das cestas básicas estava sendo usado como meio de manipular as pessoas. Tal fato é, no mínimo, um descalabro.
Aí entra a minha afirmativa do primeiro parágrafo: A opinião pública em geral, mesmo cansada dos diversos atos do MST, ainda pensa em se tratar de algo justo e procedente, por ainda considerar que os sem-terra são pobres trabalhadores rurais lutando por melhores condições. Não percebem que estão sendo vítimas de uma grossa picaretagem capitaneada por alguns espertalhões que usam uma massa de manobra que, na amplitude das pessoas cadastradas, muito pouco tem de trabalhador rural.
No fim acabam endossando um golpe no qual as vítimas são elas próprias, via impostos, é claro. Ou o dinheiro público para reforma agrária tem outra origem?
A reforma agrária não é mais necessária. Os verdadeiros sem-terra já foram assentados há muito tempo. Um “sem-terra” hoje é como um “sem-fábrica”, um “sem-padaria”, um “sem-apartamento na praia”, e por aí vai. Ou seja, qualquer um pode se classificar como um “sem-alguma coisa” e isto não é mais do que normal.
Há sim os “sem-emprego” ou “sem-renda”. Pessoas pobres que, iludidas, se encaminham para os barracos de lona; e os “sem-vergonha”, as lideranças que se utilizam dessa massa de manobra para auferirem dividendos. O modelo de reforma agrária que aí está apenas condena os “sem-emprego” a se manterem na miséria e na dependência estatal.
Há ainda um bom número de pequenos oportunistas que possuem renda e moradia, mas engrossam as fileiras do movimento simplesmente no intuito de pegar cestas básicas e de conseguir um lote para em seguida comercializá-lo ou até trocá-lo por qualquer coisa. Vale até carro velho ou casa na cidade.
O associativismo e o cooperativismo conduzidos por pessoas sérias, com aptidão rural e em parceria com o agronegócio seriam opções sensatas para a viabilidade econômica dos assentamentos.
O Brasil fez a maior reforma agrária do mundo. Já foram distribuídos, desde o governo Sarney, perto de 70 milhões de hectares. É uma área equivalente aos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina juntos e ainda sobra mais ou menos um meio Mato Grosso do Sul de fora.
Somente nos 8 anos do governo FHC o gasto orçamentário do INCRA chegou, em valores atualizados, a 20 bilhões (isto mesmo, bilhões!) de reais. Os resultados em termos de produtividade e emancipação das famílias assentadas como todos sabem são pífios.
Não é pecado almejar um pedaço de terra para si. Acontece que este movimento que encabeça isso já provocou conflitos e achaques demais à República e aos cofres públicos para ficar impune e ainda posar de bem-feitor social.
Eu que cresci em casa de BNH, nunca vi meu pai promover invasão ou fazer piquetes enquanto esperava sua casa. Vi sim ele pagar religiosamente suas prestações da casa própria, fato que muitas vezes não se dá com os assentados.
Que se abram linhas de crédito em algum Banco da Terra para aquisição de lotes rurais conjuntos, mas que não se permitam os ataques à democracia, ao Estado de direito e, sobretudo, aos cofres públicos por essa horda de falsos líderes que dissimuladamente advogam em causa própria.
A bem pensar, ostentam o vermelho socialista nas bandeiras, mas nos recônditos dos seus lares preferem mesmo o verde, não o dos campos, mas sim o das cédulas.
Links úteis:
http://www.xicograziano.com.br/novo/artigos_detalhe.asp?IdArtigos=82
http://www.xicograziano.com.br/novo/materia_detalhe.asp?IdConteudo=5
http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=312825
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Um médico, rápido, por favor!!!
Mandei um comentário pro Reinaldo Azevedo, com um protesto bem-humorado. Está lá. Achei que talvez ele nem publicasse nos comentários, poderia encarar como um aborrecimento, mas eis que SURGE NUM POST DO BLOG!!!!!!:
Comento:
Pô, Augusto, não foi desatenção, não. É que os dias são sempre muito agitados. Mas você está entre os caros leitores, pelos quais tenho muito apreço, e que ajudam a fazer o blog de política mais visitado e mais citado da Internet brasileira. E continue a colaborar.
Um abraço,
Reinaldo
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/02/protesto.html
Socorro, mi corazón está a beira de um enfarte!!!
Obrigado Reinaldo. Estou sem palavras. Um presente de natal em pleno carnaval. Inesquecível.
Comento:
Pô, Augusto, não foi desatenção, não. É que os dias são sempre muito agitados. Mas você está entre os caros leitores, pelos quais tenho muito apreço, e que ajudam a fazer o blog de política mais visitado e mais citado da Internet brasileira. E continue a colaborar.
Um abraço,
Reinaldo
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/02/protesto.html
Socorro, mi corazón está a beira de um enfarte!!!
Obrigado Reinaldo. Estou sem palavras. Um presente de natal em pleno carnaval. Inesquecível.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
O camarada humanista e nós

"Camaradas! O levante kulak nos cinco distritos de sua região deve ser esmagado sem piedade. Os interesses de toda a revolução o exigem, pois a luta final com os kulaks está doravante engajada por toda parte. É necessário dar o exemplo: 1) Enforcar (e digo enforcar de modo que todos possam ver) não menos de 100 kulaks, (...) 2) Publicar seus nomes. 3) Apoderar-se de todos seus grãos. 4) Identificar os reféns (…) Façam isso de maneira que a cem léguas em torno as pessoas vejam, tremam, compreendam e digam: ‘eles matam e continuarão a matar os kulaks sedentos de sangue’. Telegrafem em resposta dizendo que vocês receberam e executaram exatamente estas instruções.”
Este foi Lênin, o comunista soviético em um telegrama para seus subordinados. “Kulaks” era como eram chamados os proprietários rurais da extinta URSS. Conflitos de terra ainda matam gente até hoje, mas esse caso merece especial atenção.
Penso que em primeiro lugar seria o fato de Lênin ainda ter seus escritos levados a sério em alguns ambientes acadêmicos. O fracasso e as barbáries cometidas na ex-URSS geralmente são jogadas nas costas de Stálin; Lênin seria o “bom revolucionário” humanista. Como vimos pelas palavras do telegrama, o humanismo de Lênin ficou guardado apenas em alguns trechos dos seus livros, mas longe dos seus atos na vida real.
Lênin, em nome de uma revolução justa e fraterna, promoveu milhares de mortes. Estima-se 17 milhões de mortes no decorrer do século 20 na ex-URSS, boa parte de fome. Por uma funesta ironia, a Ucrânia, uma das terras mais férteis do mundo foi palco da tragédia de Holodomor, onde 10 milhões de pessoas morreram de inanição, motivadas pelos interesses políticos dos comunistas.
No Brasil tivemos conflitos e mortes no campo e palavras tresloucadas de Stédile e alguns líderes aloprados do MST, mas no geral passamos bem mais longe das vias de fato como na ex-URSS. Assim como o modelo de reforma agrária brasileira foi muito diferente dos expurgos dos kulaks e da coletivização estatal das terras. Hoje o INCRA é praticamente um agente de mercado na aquisição de terras para reforma agrária. Menos mal.
Mas o objetivo do texto é demonstrar um primórdio da raiva aos proprietários rurais. O desrespeito e, porque não, a inveja à propriedade privada levaram a portentosos desastres. Falácias são repetidas e geram idéias distorcidas da realidade. Na ótica comuno-marxista, bons e maus são “carimbados” pela sua classe social e não por suas ações e procedimentos. Nada muito longe do que era o critério de raça para o nazismo.
Ano passado um amigo do MNP jovem me chamou pra ir a algumas escolas fazer o marketing da classe rural, explicando a importância dos produtores rurais, que geralmente eram mal vistos e até difamados. Argumentei que boa parte da má imagem da classe era gerada pelos professores que advinham das Universidades, todos influenciados por idéias marxistas e ali que devíamos nos concentrar. Contudo ele achou melhor prosseguir falando aos alunos do ensino médio e não aos aprendizes de mestres do ensino superior.
Nos ambientes acadêmicos ninguém se declara comunista (na prática não são mesmo), apenas são “críticos” da atual conjuntura social. É pena que a tal visão crítica seja eufemismo para uma visão maniqueísta e marxista. Experimentem falar com algum aluno de cursos como História, Geografia ou Ciências Sociais, todos lutam contra a exploração capitalista sem saber que repetem os chavões dos comunistas dos séculos 19 e 20.
Porque me preocupo com isso? Afinal de contas os dias de hoje já não são os mesmos da Guerra Fria com sua luta no plano ideológico e real. Definitivamente não temos clima para uma revolução comunista ou algo do tipo.
Ora, é que mesmo sem a pretensão de promover uma revolução sangrenta, o discurso “crítico” acadêmico é gerador de animosidade e ódio social, dando combustível para movimentos pseudo-sociais que não raramente são tomados por oportunistas e drenam recursos públicos, e que, por vezes, podem sim descambar para atos de violência. Além do fato de que as falácias, ao serem generalistas, podem ser encaradas como um ato de calúnia e difamação.
Também não considero salutar um filho de funcionário ouvir que seu pai é explorado pelo patrão. Eu que pago todos os encargos sociais e cumpro com as obrigações trabalhistas me enojo com a possibilidade real de tal cena vir a acontecer.
Ano passado uma mãe de aluna se indignou com o conteúdo de viés ideológico das apostilas do colégio de sua filha. Não muito antes, em Santa Catarina, uma mãe também se queixou pelo fato de seus filhos voltarem da escola perguntando se seu avô (um produtor rural) era um latifundiário malvado. Por fim o jornalista Ali Kamel abordou o assunto ao demonstrar os disparates ideológicos contidos num livro de História amplamente utilizado pela rede pública e privada.
Uma batalha que há que se travar é a de idéias. Críticas são bem vindas desde que não sejam as velhas bazófias do se conveniou chamar de “esquerda”. Até hoje o que tirou os países da pobreza foi o capitalismo, e uma de suas bases é o respeito à propriedade privada.
Quando digo que tenho críticas a uma parcela dos produtores rurais é pelo fato de achá-los ainda muito pouco capitalistas, ou seja, profissionais e empresarias. E penso que a questão do investimento (ou falta dele) em recursos humanos da mão-de-obra rural é um agravante nisso. Contudo não é por meio de coação ou outro subterfúgio que isto deve ser modificado.
Não há o que se discutir na importância da democracia, da economia de mercado e, no caso abordado, no respeito à propriedade privada. Não é se dobrando as críticas dos que mataram milhões que construiremos um mundo melhor.
Este foi Lênin, o comunista soviético em um telegrama para seus subordinados. “Kulaks” era como eram chamados os proprietários rurais da extinta URSS. Conflitos de terra ainda matam gente até hoje, mas esse caso merece especial atenção.
Penso que em primeiro lugar seria o fato de Lênin ainda ter seus escritos levados a sério em alguns ambientes acadêmicos. O fracasso e as barbáries cometidas na ex-URSS geralmente são jogadas nas costas de Stálin; Lênin seria o “bom revolucionário” humanista. Como vimos pelas palavras do telegrama, o humanismo de Lênin ficou guardado apenas em alguns trechos dos seus livros, mas longe dos seus atos na vida real.
Lênin, em nome de uma revolução justa e fraterna, promoveu milhares de mortes. Estima-se 17 milhões de mortes no decorrer do século 20 na ex-URSS, boa parte de fome. Por uma funesta ironia, a Ucrânia, uma das terras mais férteis do mundo foi palco da tragédia de Holodomor, onde 10 milhões de pessoas morreram de inanição, motivadas pelos interesses políticos dos comunistas.
No Brasil tivemos conflitos e mortes no campo e palavras tresloucadas de Stédile e alguns líderes aloprados do MST, mas no geral passamos bem mais longe das vias de fato como na ex-URSS. Assim como o modelo de reforma agrária brasileira foi muito diferente dos expurgos dos kulaks e da coletivização estatal das terras. Hoje o INCRA é praticamente um agente de mercado na aquisição de terras para reforma agrária. Menos mal.
Mas o objetivo do texto é demonstrar um primórdio da raiva aos proprietários rurais. O desrespeito e, porque não, a inveja à propriedade privada levaram a portentosos desastres. Falácias são repetidas e geram idéias distorcidas da realidade. Na ótica comuno-marxista, bons e maus são “carimbados” pela sua classe social e não por suas ações e procedimentos. Nada muito longe do que era o critério de raça para o nazismo.
Ano passado um amigo do MNP jovem me chamou pra ir a algumas escolas fazer o marketing da classe rural, explicando a importância dos produtores rurais, que geralmente eram mal vistos e até difamados. Argumentei que boa parte da má imagem da classe era gerada pelos professores que advinham das Universidades, todos influenciados por idéias marxistas e ali que devíamos nos concentrar. Contudo ele achou melhor prosseguir falando aos alunos do ensino médio e não aos aprendizes de mestres do ensino superior.
Nos ambientes acadêmicos ninguém se declara comunista (na prática não são mesmo), apenas são “críticos” da atual conjuntura social. É pena que a tal visão crítica seja eufemismo para uma visão maniqueísta e marxista. Experimentem falar com algum aluno de cursos como História, Geografia ou Ciências Sociais, todos lutam contra a exploração capitalista sem saber que repetem os chavões dos comunistas dos séculos 19 e 20.
Porque me preocupo com isso? Afinal de contas os dias de hoje já não são os mesmos da Guerra Fria com sua luta no plano ideológico e real. Definitivamente não temos clima para uma revolução comunista ou algo do tipo.
Ora, é que mesmo sem a pretensão de promover uma revolução sangrenta, o discurso “crítico” acadêmico é gerador de animosidade e ódio social, dando combustível para movimentos pseudo-sociais que não raramente são tomados por oportunistas e drenam recursos públicos, e que, por vezes, podem sim descambar para atos de violência. Além do fato de que as falácias, ao serem generalistas, podem ser encaradas como um ato de calúnia e difamação.
Também não considero salutar um filho de funcionário ouvir que seu pai é explorado pelo patrão. Eu que pago todos os encargos sociais e cumpro com as obrigações trabalhistas me enojo com a possibilidade real de tal cena vir a acontecer.
Ano passado uma mãe de aluna se indignou com o conteúdo de viés ideológico das apostilas do colégio de sua filha. Não muito antes, em Santa Catarina, uma mãe também se queixou pelo fato de seus filhos voltarem da escola perguntando se seu avô (um produtor rural) era um latifundiário malvado. Por fim o jornalista Ali Kamel abordou o assunto ao demonstrar os disparates ideológicos contidos num livro de História amplamente utilizado pela rede pública e privada.
Uma batalha que há que se travar é a de idéias. Críticas são bem vindas desde que não sejam as velhas bazófias do se conveniou chamar de “esquerda”. Até hoje o que tirou os países da pobreza foi o capitalismo, e uma de suas bases é o respeito à propriedade privada.
Quando digo que tenho críticas a uma parcela dos produtores rurais é pelo fato de achá-los ainda muito pouco capitalistas, ou seja, profissionais e empresarias. E penso que a questão do investimento (ou falta dele) em recursos humanos da mão-de-obra rural é um agravante nisso. Contudo não é por meio de coação ou outro subterfúgio que isto deve ser modificado.
Não há o que se discutir na importância da democracia, da economia de mercado e, no caso abordado, no respeito à propriedade privada. Não é se dobrando as críticas dos que mataram milhões que construiremos um mundo melhor.
Voltei e em pleno carnaval!

"Oi abre alas, que eu quero passar!"
Pois é, vida de blogueiro é isso aê. Todos na folia e eu aqui, em pleno domingão de carnaval, voltando a ativa. Até quando, hein? Quatro meses ano passado, vamos ver quantos este.
Tenho já poucos novos textinhos, vou postá-los devagar. Haveria muitos assuntos paralelos a comentar, mas acho que os meus links cumprem bem essa função; uma amostra do melhor da blogosfera está linkada aí do lado, e cada um com novos links, é uma teia virtual e quem se interessar é só usar o mouse.
Claro que alguma notícia que considere apropriada colocarei aqui.
Simbora então. O primeiro texto do ano mandarei pro jornal sindicato rural daqui, não sei se o Correio publicará. Acho que saiu interessante.
Um abraço e, novamente, um feliz 2008
Assinar:
Postagens (Atom)