sábado, 24 de novembro de 2007

A pendenga educacional


Acompanhei pelo jornal a questão da “espionagem” na reunião dos professores da FETEMS. Citaram a KGB, foi um tal de totalitarismo pra lá, atitudes despóticas pra cá. O mais divertido foi que o próprio governador mostrou o documento produzido pelos “espiões”, ou seja, ele que anunciou sua “espionagem”!

Bom, a KGB torturava e executava suas vítimas, acho que aqui não cabe esta comparação, ainda bem! Quanto a dizer que foi despótico também não entendi o motivo, afinal mesmo gerando algum mal-estar ou constrangimento, não houve nada que ferisse a lei ou houvesse coação (isto sim consideraria-se como atitude despótica) por parte do governador.

Este constrangimento gerado talvez possa ser a única razão para a pendenga. No mais o episódio só lança uma cortina de fumaça que obscurece o cerne da questão que é a proposta do governo estadual em se tornar obrigatório a realização de exames para o cargo de diretor escolar. Acho a proposta interessante e o planejamento para realização de protestos sem o devido debate apenas faz transparecer que a FETEMS não age de maneira técnica, mas sim política e pior, quiçá, partidária.

Guardadas as devidas proporções, já que citaram tantos fatos e vultos históricos, também vou lembrar de alguns. Ronald Reagan foi posto a prova logo no primeiro ano de mandato. Os controladores de vôo dos EUA queriam um grande aumento de salário, embora já ganhassem bem. Reagan ficou sabendo dos seus “espiões” que os controladores planejavam uma greve que levaria o país a um caos aéreo e tomou providências. Ante a negativa dos funcionários em aceitar o aumento proposto pelo governo (nada desprezível, diga-se de passagem) e quando os mesmos entraram em greve, Reagan acionou os controladores substitutos que haviam sido treinados em segredo no caso de necessidade. Os grevistas foram demitidos e não houve caos aéreo.

Margaret Tatcher também teve grandes conflitos com o sistema sindical da Inglaterra. Suas medidas, apesar de duras e impopulares, lhe conferindo a alcunha de “a dama de ferro”, com o tempo se mostraram corretas e salutares.

Atualmente, Nicholas Sarkozy também vem passando por disputas com os sindicatos franceses. Ele que com seu ímpeto em muito me lembra o nosso governador André Puccinelli, recebeu a missão de reformar o Estado francês, gigante e asfixiante, que se de um lado garante grandes regalias para quem está “dentro do sistema”, de outro impede o crescimento econômico e a geração de empregos, com impostos pesadíssimos para o setor produtivo e o desemprego chegando na casa dos 20% para a população jovem.

E já que falei em tantas personalidades que remetem a um modelo político-econômico de livre-iniciativa e trabalho, deixo mais uma dica para o governador ser justamente lembrado junto a estes. Governador, diminua os impostos. A sociedade agradece.



Nota: colocarei os links da noticia em breve, para quem não é do MS ou não sabe da história se interar do fato